Anvisa se reúne com representantes de estados para discutir importação da Sputnik V

Em nota, o Ministério da Saúde informou que também está em contato com governadores e com os laboratórios fabricantes dos dois imunizantes. A pasta ressaltou que as vacinas são seguras e eficazes, no entanto, esses imunizantes serão usados de forma mais restrita e monitorados, seguindo as recomendações da Anvisa.
 
Embora não tenha ficado esclarecido como será a logística de distribuição na prática, já que estas vacinas não fazem parte do Plano Nacional de Imunização, o Ministério se colocou à disposição dos estados para elaborar estudos de efetividade e acompanhar as pessoas que receberem esses imunizantes. Em breve, a pasta informou ainda que fará também uma reunião com os gestores estaduais para discutir os próximos passos para a aplicação.
 
Na prática, as doses deverão ser utilizadas dentro de condições controladas, sob responsabilidade do Ministério da Saúde. No caso da Covaxin, a autorização impõe condições como que todos os lotes destinados ao Brasil tenham sido fabricados após as adequações de Boas Práticas de Fabricação (BPF) implementadas pela fabricante; apresentação de certificado de potência para todos os lotes; entrega e avaliação pela Anvisa dos dados referentes ao acompanhamento de segurança do estudo clínico, entre outros.
 
Já a Sputnik V, na prática, uma parte do quantitativo de doses da vacina poderá ser importada no primeiro momento para ser utilizada dentro de um estudo de efetividade a ser seguido pelos estados requerentes. Os estados ficam responsáveis por monitorar as condições de utilização dentro de um estudo de efetividade. A Anvisa destacou que pode suspender a importação e aplicação da vacina caso o pedido de autorização de uso emergencial no Brasil seja negado.
 
O pedido de uso emergencial da Sputnik V, que permitiria uma utilização mais ampla da vacina em todo o Brasil, corre em paralelo no âmbito da agência. Esse processo encontra-se com prazos suspensos, no aguardo de documentação adicional a ser encaminhada pela União Química, empresa que deve fabricar o imunizante russo no Brasil.

Fonte: Brasil 61

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