Digitalização bancária: o futuro das finanças é digital?

Com este artigo, o OURO PRETO WORLD abre a categoria “Finanças”, que estará a cargo da Maria Eduarda, parceira do blog Juros Baixos . A educação financeira é um dos temas em franca discussão, na sociedade, e que está a entrar na escola, para melhor entendimento dos futuros cidadãos sobre a importante questão. Esclarecemos que os textos, publicados nesta seção, não serão editados, mas publicados na forma que chegarem ao editor. NBatista.

É loucura pensar que aproximadamente 20 anos atrás, não existiam smartphones e nem internet de banda larga. De fato, não há como pensar que a tecnologia mudou muito a nossa vida, especialmente, no mundo das finanças.

Hoje quase todas as transações bancárias podem ser feitas com apenas um clique do seu celular, sem que você precise dirigir-se a uma agência bancária e tomar algumas horas preciosas do seu dia. Acessibilidade e agilidade são algumas das vantagens da digitalização bancária.

A interação entre o mundo físico e o digital mudou totalmente. Porém, essa velocidade tem uma relação muito grande com o atual momento que vivemos. A pandemia de covid-19 acelerou esse processo. S

erá que aos poucos, com vacinas aplicadas e uma vida mais próxima do que vivíamos antes, as finanças permanecerão evoluindo da maneira que experimentamos nesses últimos dois anos?

Quer saber mais? Continue com a gente lendo o artigo!


Finanças digitais: o que você precisa saber

Não faz tanto tempo, que se fossemos pensar em sacar dinheiro ou sobre uma maneira de poupá-lo, a primeira coisa que viria na cabeça seria um banco.

Isso se deve ao fato que a instituição tem sua origem por volta do século XV e algumas das suas premissas continuam as mesmas: permitir transações financeiras entre cidadãos, emprestar dinheiro pagando juros sob ele e tomar conta do dinheiro alheio.

Porém, com toda a revolução tecnológica ocorrida neste último século, somado às necessidades dos usuários e a nova realidade desses dois últimos anos, acelerou os processos: sem necessidade de presenças físicas, muito desburocratizadas e extremamente acessíveis.

Transformações para ficar de olho

Então para que você entenda mais sobre finanças digitais e ferramentas surgidas dessa revolução, podemos destacar como importantes:

  • Fintechs;
  • Novos meios de pagamento;
  • LGPD.

Digitalização pelas fintechs

Um dos novos atores criados nesse cenário foram as fintechs. Elas que são líderes em operações digitais, possuem atendimento personalizado, com muito menos burocracia e conseguindo atingir a um público, que até então, não tinha usufruído de um banco tradicional.

Seus custos operacionais são bem mais baixos, a segurança em seus produtos e serviços são bem rígidos. Por conta disso, cada vez mais pessoas estão fazendo parte de um grupo que prefere fazer um empréstimo online por conta da rapidez e segurança, do que em uma instituição comum. Nada mais que a face do novo milênio.

Novos meios de pagamento

Quer pagar como: dinheiro, cheque ou cartão de crédito? Essa era uma pergunta obrigatória em transações analógicas. No entanto, com a digitalização bancária, começa ganhar algumas alternativas:

  • Cashback;
  •  Pix;
  •  Usando o WhatsApp;
  •  Através de QR Code;
  • Carteira digital.

Por conta da segurança, rapidez de pagamento e modernidade nos sistemas, cada vez menos é possível encontrar dinheiro em espécie.

Além disso, pensando em pequenos negócios, existe uma vantagem muito grande em pagar usando Pix, por exemplo. O cliente não precisa sair de casa, não tem custos extras e para o pequeno empreendedor, instantaneamente o dinheiro já está na conta.

Segurança de dados e LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, descrita com a sigla LGPD, entrou em vigor recentemente, em setembro de 2020. Essa é uma lei específica em relação à segurança de dados pessoais.

Uma das maiores referências da LGPD é a General Data Protection Regulation , que entrou em vigor na Europa em 2019. O importante a destacar é que essa lei garante segurança na operação dos negócios em relação à coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamentos de dados pessoais. As diretrizes da lei de segurança de dados são bem rígidas e existem punições para quem descumprir. 

E como ficam os bancos tradicionais?

Com essa mudança significativa, do surgimento das fintechs e dos bancos digitais, além da nova regulação dos meios de pagamento, como o Pix, está gerando um movimento muito grande na indústria financeira.

Os bancos tradicionais, mesmo com suas novas ferramentas como aplicativos para smartphones, por exemplo, precisam dessa transformação digital completa para que possam continuar tendo uma posição relevante para sobreviverem nesse novo mercado.

Digitalização ao longo do tempo

Podemos afirmar que com o novo marco regulatório, a mudança de comportamento do consumidor e a força tecnológica, é inevitavelmente que nos próximos cinco anos o cenário financeiro mude bastante.

Fato é que a pandemia atuou de forma intensa no comportamento dos usuários, aflorando a necessidade do mercado brasileiro avançar na inclusão digital. A competição é grande, são muitos os “players” e caso uma instituição financeira, seja ela totalmente digital ou não, quiser continuar prosperando, deverá dançar conforme a música.  O que observamos até o momento é só a ponta do iceberg de um processo que vai acelerar nos próximos anos.

Mais presente do que nunca

Acessibilidade, maior transparência, desburocratização e custos bem mais baixos são algumas das vantagens nesse processo de digitalização bancária. E essas qualidades são importantes para os consumidores que com tamanha competição, terá a seu alcance a possibilidade de escolher qual instituição financeira mais combina com seu perfil.

Processo inevitável, o futuro das finanças não é digital. Porque, na verdade, ela já está presente em nossas vidas. E você, qual aspecto considera o mais importante para essa transformação? Deixe nos comentários abaixo para sabermos mais!

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