Pau na moleira… de quem roça a vegetação ciliar, dizendo cuidar do meio-ambiente

Ponte do Palácio, que ligava o primitivo arraial de Cachoeira do Campo ao palácio do governador da capitania. A sede do governo era em Vila Rica (Ouro Preto), mas o governador residia em Cachoeira.

Essa coisa amontoada entre os óculos da ponte é capim seco, resultante da “limpeza” às margens do mesmo curso d’água (Rio Maracujá), em Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG. A boa política do meio-ambiente recomenda a limpeza do leito, livrando-o de todo e qualquer objeto estranho, enquanto que às margens se providencia a retirada de todo o lixo. A vegetação deve ser preservada, pois além de conservar a umidade do solo, serve como filtro de toda sujeira que desce por ocasião das cheias, no período chuvoso. Por cercar  impurezas essa vegetação é denominada ciliar, em alusão aos cílios que protegem os olhos das impurezas do ar. Mas no município de Ouro Preto é diferente; vegetação ciliar é mato daninho, que deve ser erradicado e, para coroar o erro, lançado às mesmas águas. Por isso, esse capim seco é visto aí. Ainda bem que esse tanto ficou por aqui mesmo, porque se tivesse descido tudo, talvez causasse alguma obstrução e, consequentemente, inundação.

Daqui, o capim cortado desceu e foi ocupar espaço que não era o dele.
A vegetação foi cortada, mas o lixo deixado

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