Com baixo estoque de sangue tipo O Negativo, Rondônia utiliza aplicativos para captar mais doadores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rondônia está com baixo estoque de sangue tipo O negativo. Com a pandemia, muitos doadores deixaram de procurar os hemocentros do estado, o que fez o governo local buscar alternativas em busca de mais doadores. A solução para o problema pode estar em dois aplicativos, que ajudam a captar voluntários pela internet. A pré-triagem pode facilitar a doação e engajar mais pessoas sobre a importância de doar sangue, acredita a coordenadora da Fundação de Hematologia e Hemote

rapia de Rondônia (Fhemeron), Maria Luiza Pereira.

“As pessoas ficaram muito receosas em buscar os hemocentros, mas a gente se reinventou através de grupos de WhatsApp ativos de doação de sangue. Também temos um aplicativo que se chama “Sangue Amigo”. Através desse aplicativo a gente agenda doador, o doador sabe se o estoque do sangue dele está em falta ou até se ele pode deixar essa doação para mais tarde”, explicou Maria Luiza.

Em Rondônia existem seis hemocentros e uma unidade de coleta. A unidade sede da Fhemeron está localizada em Porto Velho, na Rua Benedito de Souza Brito, S/N – Bairro Setor Industrial. O telefone para contato é o (69) 3216-2234 ou o WhatsApp (69) 9 8464-0125. Os demais hemocentros estão localizados em Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena. 

De acordo com a coordenadora, a maior procura em todos os hemocentros do estado é pelo sangue tipo O negativo. Grande parte do sangue coletado é destinado ao Hospital de Amor, unidade hospitalar em Porto Velho construída para atender toda a demanda oncológica da Região Norte do país.

“Precisamos muito de doadores tipo O negativo porque nós temos vários pacientes de leucemia com essa tipagem no Hospital de Amor. Somente a doação de sangue pode resolver o problema. O sangue não pode ser fabricado e não pode ser comprado em farmácia. O doador tem que ser altruísta! É algo muito valioso alguém vir ao hemocentro e deixar esperança de vida para quem precisa”, afirmou a coordenadora.

Exemplo de solidariedade

A pandemia pode ter afastado muitos doadores, mas não conseguiu impedir Alexandre Bolanho de doar sangue. O morador do bairro Tancredo Neves, em Porto Velho, tem apenas 30 anos e doa sangue desde os 18. Para Alexandre, doar sangue é mais que uma ajuda. É uma missão.

“Assim que eu completei meus dezoito anos eu já tinha esse objetivo. Meu presente de aniversário foi procurar a Fhemeron e fazer a minha primeira doação de sangue. A gente pode ver como algo simples, um gesto simples, mas para quem recebe é algo imprescindível porque eles necessitam daquilo. Não há o que temer na doação de sangue. Todo mundo deveria doar e fazer a sua parte” contou Alexandre.

FOTO: Arquivo Pessoal / Alexandre Bolanho doando sangue na Fhemeron.

Importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue em Rondônia 

Em Rondônia existem seis hemocentros e uma unidade de coleta. Procure a Fhemeron mais próxima de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Você pode agendar a sua doação pelo WhatsApp (69) 9 8464-0125 ou pelo aplicativo “Sangue Amigo”, disponível para iOS e Android. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições de sangue, acesse o portal do Fhemeron.

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Fonte: Brasil 61

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