Doações de sangue no Paraná têm queda no inverno, diz Hemepar

Com as baixas temperaturas, as doações de sangue no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) caíram. Em julho, pouco mais de 14 mil bolsas foram coletadas, uma média de 451 ao dia. No mês anterior, a instituição conseguiu colher 16.715 unidades, uma média de 759 ao dia. Segundo o Hemepar, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, mas principalmente os tipos sanguíneos “A” negativo, “O” negativo e “AB” negativo são os que apresentam estoques mais baixos em toda a hemorrede. 

Atualmente, o Hemepar atende 385 hospitais públicos, privados e filantrópicos, além de atender 92,8% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná. A diretora do hemocentro, Liana Andrade, explica que o sangue é insubstituível e essencial para a vida humana. Por isso, a importância de ser um doador.

“Não existe uma medicação ou uma forma de conseguirmos sangue para aqueles que precisam. A doação de sangue é um gesto sublime de amor ao próximo, porque você não sabe para quem está doando. Quando você vem a um hemocentro e estende seu braço e doa o seu sangue, você pode estar doando para uma criança, para um idoso, para uma mulher, para um homem, para a raça que for e para a religião que for”, destaca a diretora.

Segundo Liana, os hemonúcleos e hemocentros regionais com maiores doações são os de Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá. Entre as unidades de coleta e transfusão com menor número de contribuições, estão Jacarezinho, Cianorte e Cornélio Procópio. Ainda de acordo com a diretora, cerca de 1,7% da população paranaense doa sangue regularmente, percentual um pouco acima da média nacional, que é de 1,6%. Entretanto, é preciso que esse número seja ampliado para poder atender toda a população com segurança.

“É muito importante ter esse cadastro de doadores, tanto de sangue como de medula óssea. O doador de medula é efetivamente a cura para alguém. Já o doador de sangue ajuda terapeuticamente alguém”, acrescenta Liana. 

Exemplo de solidariedade

Nem mesmo a pandemia do novo coronavírus conseguiu impedir Luis Fernando Copas, de 57 anos, e a sua filha, Fernanda Portes, de 26, de contribuir para a saúde e bem-estar de milhares de vidas. Pai e filha doam sangue e plaquetas regularmente no Hemepar da capital paranaense. Luis é empresário do ramo financeiro e mora no bairro Alto, na Grande Curitiba. Ele doa sangue quatro vezes ao ano desde os anos 2000. Em 2012, também se tornou doador regular de plaquetas e doa, em média, 24 vezes ao ano. 

“A gente tem que pensar no bem do próximo. Quando vou doar minhas plaquetas fico no Hemepar cerca de duas horas. Já quem vai doar sangue fica por lá, em média, 30 minutos. Pouco tempo, né? Imagina esse tempo para quem está recebendo essa doação. Está ganhando tempo de vida!”, conta Luis Fernando. 

Fernanda também é empresária e mora em Bacacheri, em Curitiba. Ela se tornou doadora aos 22 anos por influência do pai. Hoje, ela faz doações de plaquetas a cada três semanas. “Eu digo que meu maior exemplo é meu pai, que ele é [um doador] fiel. Muita gente imagina que a doação de sangue e plaquetas é algo dolorido. Mas na verdade, com uma picadinha, você ajuda muita gente.” 

Luiz Fernando doando sangue no Paraná (Arquivo pessoal)

Outro doador de carteirinha no Hemepar é José Odair de Lima. Ele é morador do bairro Vargem Grande, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Aos 53 anos, o militar reservista disse que se tornou doador em meados de 1987. “Tudo começou em um passado bem distante quando eu estava no início de carreira na Polícia Militar em que pessoas iam pedir doação para parentes que estavam internados.”

Desde então, ele comparece ao hemocentro todos os anos. Para José Odair, ser doador representa mais do que um gesto de solidariedade. “O maior benefício é meu. A doação de sangue é importante para quem recebe, mas com certeza a satisfação maior é minha. Saber que eu pude contribuir pelo menos um pouquinho por alguém é gratificante.”

Importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue no Paraná

Em Curitiba, além do Hemocentro Coordenador, que fica na Travessa João Prosdócimo, número 145, Alto da XV, telefone (41) 3281-4000, a rede Hemepar conta também com o Hemonúcleo Biobanco do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, localizado na rua Agostinho de Leão Junior, número108, Alto da Glória (Anexo ao Hospital de Clínicas). O telefone do Hemonúcleo é (41) 3360-1875.

A rede Hemepar dispõe também de hemonúcleos e hemocentros regionais para coleta de doações de sangue e medula óssea em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguacu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama. A rede Hemepar conta ainda com unidades exclusivas de coleta e transfusão de sangue, as UCTs, em Cianorte, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Irati, Paranaguá, Telêmaco Borba, Toledo e União da Vitória.

Procure uma unidade mais próxima da sua cidade e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Algumas cidades estão fazendo o agendamento através do site do hemocentro, outras estão sendo agendadas por telefone por meio dos números (41) 3262-7676 ou 0800 645-4555.. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. 

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições para doação de sangue e de medula óssea, acesse o site www.hemepar.pr.gov.br. 

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Fonte: Brasil 61

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