Caiu em 13% o número de doadores de sangue para o Hemocentro do Amazonas (Hemoam)

Caiu em 13% o número de doadores de sangue para o Hemocentro do Amazonas (Hemoam). No primeiro semestre de 2020, 22.462 pessoas contribuíram. No mesmo período em 2021, o número caiu para 19.525. Os dados são da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). Dessa forma, a instituição incentiva os amazonenses a adotarem esse gesto solidário. 

O hemocentro coordenador está na Avenida Constantino Nery, número 4.397, bairro Chapada, Manaus. O telefone é o (92) 3655-0166. Outras cidades também contam com serviços de apoio à coleta de sangue, como Tabatinga, Manacapuru, Humaitá, Coari e Itacoatiara. 

Flávia Rezende, gerente de captação de sangue do Hemoam, diz que no Amazonas há uma peculiaridade: a tipagem O positivo apresenta a maior demanda. “Isso porque boa parte da população tem esse tipo sanguíneo, ele é o que mais entra, mas também o que mais sai”, explica ela. 

A gerente complementa: “Somos a única instituição responsável pelo fornecimento de sangue a todos os hospitais públicos e particulares do estado. Aqui na capital são 39 unidades hospitalares e temos mais de 44 agências transfusionais no interior e oito hemonúcleos.”

A sede central do Hemoam distribui sangue para 43 unidades do interior, além de Manaus. As cidades têm infraestrutura de coleta, abastecem a si próprias e, em alguns casos, as cidades circunvizinhas.

Dos quase 500 mil doadores de sangue cadastrados, apenas 75 mil doam regularmente. Por isso, o estado se mobiliza para conseguir mais doadores e maior frequência daqueles que já são voluntários. O estoque encontra-se regular, graças às caravanas de doações com diversas entidades feitas pelo Hemoam para garantir a estabilidade do estoque. 

Segundo as autoridades locais, todos os tipos sanguíneos sangues são bem-vindos. No entanto, os de RH negativo, por serem mais raros, são difíceis de abastecer, considerando, segundo o Hemoam, que a população com esse RH é bem menor. 

Braço amigo

O bioquímico João Gustavo Avelino, de 35 anos, doa sangue há uma década e acumula mais de 30 doações. Com carteirinha da categoria ouro, Gustavo lembra que na época em que era estudante participou de uma ação com o Hemoam e desde então nunca mais parou. 
O manauara elogia as ações do hemocentro do estado, uma vez que o local segue todas as normas sanitárias para combate à pandemia. “Durante todas as doações me senti seguro num local sanitariamente apto para receber doadores”, lembra. “Foi o maior acerto do Hemoam de fazer a coleta programada, de convocar os doadores e mostrar que o local está apto a pessoas”, complementa o amazonense que reside no bairro Adrianópolis.

Diante da necessidade de manter os hemocentros bem abastecidos, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, vem mobilizando a população para procurar o hemocentro mais próximo de casa e doar sangue. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Onde doar sangue no Amazonas

O Hemoam possui diversas unidades de coleta. É possível agendar a doação de sangue por meio do telefone (92) 3655-0166 ou pelo WhatsApp (92) 984319920. Procure uma mais próxima de sua casa e faça sua doação de sangue ou medula óssea. Para mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. 

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições para doação de sangue e de medula óssea, acesse o site  hemoam.am.gov.br.

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Fonte: Brasil 61

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