GO: Mesmo com retomada nas doações, estoque de sangue do Hemogo tem déficit de 20 por cento

Mesmo com a retomada das doações de sangue nos últimos dois meses, os estoques da Hemorrede Pública de Goiás de Hemoterapia e Hematologia estão 20 por cento abaixo dos números pré-pandemia do coronavírus. Em 2020, no primeiro semestre, já com a Covid-19 instalada no país, a hemorrede de Goiás recebeu 21.364 candidatos. Em 2021, de janeiro a junho, recebeu 22.053 candidatos a doadores. Destes, 28 por cento doaram repetidas vezes.

O aumento não é suficiente para recolocar os estoques nos níveis anteriores da pandemia. Por isso, a diretora-geral do Hemocentro de Goiás, Denyse Goulart, faz apelo e aconselha a todos os que podem doar sangue para procurarem um local de coleta mais próximo de casa. Ela ressalta que a baixa dos estoques é ainda mais acentuada nos tipos sanguíneos com fator RH negativo.

“A Hemorrede pública do Estado de Goiás é a responsável pelo atendimento de 216 unidades de saúde em todo o Estado. Por isso, é tão importante que nós tenhamos um estoque estratégico de sangue para atender a todos os tipos de patologia dos hospitais credenciados conosco. Durante a pandemia essa necessidade se acentua ainda mais. Nós estamos com um défict de 20% atualmente no número de doações e, por outro lado, a demanda de sangue dos hospitais tem crescido. No mês de julho há uma queda expressiva no número de doações de sangue”, destaca a diretora-geral.

Para fazer contato com a rede Hemogo ligue 0800 642 0457. A rede Hemogo possui cinco hemocentros para coleta de sangue e de medula óssea distribuídos por cinco cidades de diferentes regiões do estado. Em Goiânia fica o Hemocentro Coordenador, localizado na Avenida Anhanguera, número 5.195, Setor Coimbra. 

Os outros quatro hemocentros estão instalados nas cidades de Catalão, Ceres, Jataí e Rio Verde. Também compõem a rede Hemogo quatro unidades exclusivas para coleta e transfusão de sangue, as UCTs, instaladas em Formosa, Iporá, Porangatu e Quirinópolis.

Gesto que salva vidas

Mais de 400 mil pessoas cadastradas no banco de dados da rede Hemago desde o primeiro registro, ocorrido em 1950. Bárbara Carneiro, 26 anos, doa sangue desde os 18 anos. Ela teve alguém na família que precisou receber doação e desde então faz doações regulares. “Meu avô e meu tio usaram as bolsas que estavam disponíveis quando ficaram internados. Diante disso, o hospital pediu para a gente repor, mobilizamos amigos e familiares e fomos todos doar,” lembra.

Bárbara reforça que os protocolos de segurança do Hemogo estão sendo cumpridos estritamente, o que a deixa tranquila em frequentar o local. “Todos os dias têm gente precisando de sangue. É importante doar”, garante.

A mobilização faz parte da campanha ‘Doe Sangue Regularmente – Com a Nossa União a Vida se Completa, do Ministério da Saúde. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reafirmou o compromisso do órgão em continuar incentivando a população brasileira a doar sangue. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa,” destaca o ministro.

A Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde explica que não há nenhum substituto para o sangue e que a doação é a responsável por garantir a reserva de sangue que será utilizada para diversos fins nas unidades de saúde. Pessoas com doenças crônicas, tais como a talassemia e a doença falciforme ou com determinados tipos de câncer, assim como aquelas que se submetem a transplantes e cirurgias de grande porte ou que se acidentam, necessitam de transfusão de sangue.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemocentro.org.br.

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Fonte: Brasil 61

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