Doação de sangue e tecnologia: Rondônia procura doadores pela internet

Rondônia aderiu a dois aplicativos para captar mais doadores de sangue e medula óssea no estado. A Iniciativa partiu da  Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), que, durante a pandemia, registrou queda no número de doadores. É o que aponta a coordenadora da instituição, Maria Luiza Pereira.

“As pessoas ficaram muito receosas em buscar os hemocentros, mas a gente se reinventou através de grupos de WhatsApp ativos de doação. Também temos um aplicativo, que se chama “Sangue Amigo”. Através desse aplicativo a gente agenda doador, o doador sabe se o estoque do sangue dele está em falta ou se ele pode deixar essa doação para mais tarde”, explicou.

Além da doação de sangue, a Fhemeron também realiza cadastro voluntário para doação de medula óssea. Para facilitar a doação, o instituto indica que os voluntários entrem em contato pelo WhatsApp ou pelo aplicativo “Sangue Amigo” disponível para Android e iOS. Após a pré-triagem, é preciso ir ao hemocentro mais próximo, fazer uma pequena coleta de sangue para verificar o tipo sanguíneo e a provável compatibilidade com algum paciente. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Em Rondônia existem um hemocentro coordenador e cinco hemocentros regionais. A unidade sede da Fhemeron está localizada em Porto Velho, na rua Benedito de Souza Brito com a Avenida Governador Jorge Teixeira, próxima ao Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro. 

Segundo a coordenadora da instituição, Maria Luiza Pereira, o hemocentro coordenador auxilia grande parte da demanda oncológica da Região Norte do país. “Nesse momento estamos  precisando muito de doadores porque nós temos vários pacientes precisando de doações no Hospital de Amor, que é o hospital de referência que trata as leucemias”, ressaltou.

Para realizar o cadastro voluntário de doador de medula óssea, é preciso entrar em contato com o hemocentro coordenador de Porto Velho, no número (69) 3216-2234, ou a Unidade de Ji-Paraná, localizada na Rua Vilagran Cabrita, número 1.440, região central, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Mais informações pelo telefone: (69) 3421-1615 ou (69) 3422-6762.

Unidades regionais

O hemocentro coordenador, na capital, está mais próximo de cinco municípios: Buritis, Cujubim, Nova Mamoré, Itapuã do Oeste e Campo Novo de Rondônia. A Fhemeron do município de Ji-Paraná abrange outros 10 municípios, tais como Presidente Médici, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá e Vale do Paraíso.

A hemorrede de Rondônia é composta por outros hemocentros de suporte e que se dedicam à coleta de sangue. A Fhemeron de Vilhena, por exemplo, está localizada na Av. Jô Sato, número 405, Bairro Nova Vilhena, abrange os municípios de Chupinguaia, Parecis, Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e São Felipe d’Oeste. O telefone para contato é o (69) 3322-2400. 

O hemocentro regional Ariquemes, localizado na Rua Cassiterita, número 3613, Centro, atende as doações de outros seis municípios, como Alto Paraíso, Cacaulândia, Machadinho d’Oeste, Rio Crespo e Vale do Anari. O contato pode ser feito pelo (69) 3535-2659. 

Já a unidade regional de Cacoal, que fica na Avenida Malaquita, ao lado do Hospital Regional, abrange oito municípios, tais como Castanheiras, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Novo Horizonte do Oeste e Santa Luzia d’Oeste. O telefone para contato é o (69) 3441-0823. Moradores dessa região também contam com um hemocentro no município de Rolim de Moura, localizado na Avenida Cuiabá, número 5.424, Bairro Planalto, ao lado do Hospital Municipal, telefone (69) 3442-1328. 

Braço solidário

Para Alexandre Bolanho, morador do bairro Tancredo Neves, em Porto Velho, doar medula óssea representa uma oportunidade de salvar vidas. O analista legislativo de 30 anos já tem cadastro de doador no Redome, mas ainda espera encontrar um paciente compatível para realizar o transplante. Alexandre também é doador regular de sangue.

“Eu sou doador de sangue há muito tempo, desde os meus 18 anos, mas me cadastrei para doador voluntário de medula óssea a partir dos 20 anos. Para nós, que já somos doadores de sangue, a gente já sabe a importância de uma doação de sangue, então ainda mais de uma medula óssea, que pode salvar não somente uma vida, mas várias”, afirmou.

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é um ato de amor que pode salvar muitas vidas, “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa” afirmou.

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo: 

LaboratórioInaptidão para doação de sangue
Coronavac48 horas
Astrazeneca/Oxford/Fiocruz7 dias
BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer7 dias 
Janssen-Cilag7 dias
Gamaleya National Center7 dias 

Fonte: Ministério da Saúde

Onde doar sangue e medula óssea em Rondônia

Procure a Fhemeron mais próxima de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Agende a sua doação pelo WhatsApp (69) 9 8464-0125 ou pelo aplicativo “Sangue Amigo”, disponível para iOS e Android. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal da Fhemeron.

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Fonte: Brasil 61

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