Missão brasileira no Haiti ajuda a melhorar qualidade de vida da população local

Foto: Ministério do Desenvolvimento Regional

Nesta sexta-feira (03), completam duas semanas da missão brasileira de ajuda ao Haiti, depois que o país caribenho foi atingido por terremotos, que já causaram mais de 2 mil mortes. Essa missão humanitária, organizada pelo Governo Federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), tem o objetivo de reduzir as consequências do desastre na vida da população loca

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Entre as mais importantes ações até o momento está a instalação de uma base na cidade de Les Cayes, no sul do país, que serve de apoio para a distribuição de cestas básicas e busca por desaparecidos. Além do apoio na distribuição de alimentos, a equipe brasileira está auxiliando no atendimento aos feridos, com um bombeiro médico que está na região sul do país, uma das mais afetadas.

E para o deslocamento de Porto Príncipe até Les Cayes, a missão teve dificuldades, uma vez que em muitos pontos as estradas estavam danificadas, o que fez o trajeto ser realizado durante nove horas. Além disso, havia o risco de a equipe ser surpreendida por assaltantes em busca das doações que estavam sendo transportadas pela equipe. 

Quem explica isso é o coordenador da missão brasileira e diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun. “Era um trajeto de 200 quilômetros, e passar com o comboio brasileiro era complicado, porque nenhum desse tamanho tinha passado ainda para Les Cayes. Havia relatos de pilhagem destes materiais, de gangues nas rodovias que fazem pilhagens”, relatou Braun.

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Desde o início dos trabalhos o Cenad passou a elaborar um boletim diário com informações meteorológicas para dar apoio à missão. Nos últimos dias, uma tempestade tropical levou fortes chuvas ao Haiti e dificultou ainda mais as operações.

A base brasileira foi instalada no Centro de Formação Profissional Brasil-Haiti, inaugurado em julho deste ano. Em Les Cayes, drones sobrevoaram a cidade para identificar locais com potencial necessidade de atuação da equipe. Além disso, famílias desabrigadas foram acolhidas em um campo de futebol localizado no complexo brasileiro.

O trabalho também conta com a parceria de entidades religiosas locais. De acordo com a irmã Deuza Cardoso dos Santos, da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dezenas de pessoas vêm sendo atendidas diariamente. “Temos aqui um posto de saúde onde nós atendemos, na média, de 30 a 50 pacientes por dia e procuramos ajudar naquilo que a gente pode, nas necessidades do povo e, principalmente, naquelas pessoas que não têm condições de adquirir medicamentos”, destacou a religiosa. 

Colaboração brasileira

Com a missão do Brasil, foram doados ao Haiti dois purificadores de água, capazes de abastecer aproximadamente quatro mil pessoas por dia com água potável e 100% livre de vírus e bactérias. Além disso, foram disponibilizados kits de medicamentos e insumos estratégicos para assistência farmacêutica emergencial, com capacidade de atender 50 mil pessoas por até um mês; insulina humana e medicamentos de farmácia básica para possíveis doenças causadas em consequência dos terremotos. Também foram disponibilizados especialistas e peritos em busca e resgate de estruturas que entraram em colapso.

Fonte: Brasil 61

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