CE: propostas do Leilão do 5G podem ajudar no desenvolvimento tecnológico do estado

Tecnologia 5G - Foto: Reprodução/TV Brasil

O Ceará continua com registros de avanço na área da tecnologia. A capital Fortaleza, por exemplo, conta com estação de ancoragem de cabos submarinos de fibra ótica. As instalações estão na Praia do Futuro. O projeto pertence à empresa portuguesa EllaLink. Segundo o governador Camilo Santana, o estado tem potencial para ser não apenas um local de ancoragem para os cabos, mas sim, tornar-se um centro de tecnologia e inovação.

Essa tendência pode avançar ainda mais com o leilão das faixas de frequência do 5G no Brasil, organizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet. Segundo ele, a revolução tecnológica causada pelo 5G deve impactar sobretudo o setor produtivo de maneira geral.

“Terá um impacto, creio eu, até muito maior para as empresas. Porque o 5G é uma tecnologia que vai permitir a comunicação não somente entre as pessoas, mas sobretudo, entre máquinas. É máquina conversando com máquina, é máquina conversando com a infraestrutura”, disse.

Para chegar a toda a população, a nova tecnologia de transmissão ainda vai demandar das empresas de telefonia investimentos em equipamentos para que o sinal chegue em todo o país. O planejamento do Governo Federal é alcançar todas as capitais brasileiras até meados de 2022 e o país inteiro até 2028. 

Segundo o relator no Grupo de Trabalho destinado a acompanhar a implementação da tecnologia 5G no país, deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), a iniciativa também vai fortalecer outros setores, principalmente o agronegócio. “Hoje, temos uma pequena parcela do agro sendo atendida, e entendemos que esse leilão tem outra característica. Empresas estarão atendendo as grandes e médias cidades do Brasil e, ao mesmo tempo, trata-se de um leilão para aquelas empresas locais, que poderão trabalhar nas cidades de menor porte, de até 30 mil habitantes, na zona rural”, explica. 

Vale destacar que a empresa cearense Brisanet confirmou a participação no Leilão de 5G. O foco da companhia é a frequência de 3,5 GHz, que foi identificada como o bloco Nordeste. Antes mesmo da publicação do edital, a Brisanet havia manifestado o interesse em trabalhar a nova geração de telefonia móvel apenas nos estados da região.

Leilão de frequências 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) marcou para 4 de novembro o leilão das faixas de frequência do 5G no Brasil, que deve movimentar R$ 49,7 bilhões.

Desse total, R$ 10,6 bilhões devem ser desembolsados pelas empresas vencedoras para pagamento das outorgas (direito de explorar comercialmente o 5G), esse valor irá para o caixa do governo, se todos os lotes ofertados forem arrematados. E outros R$ 39,1 bilhões terão que ser investidos pelas empresas vencedoras para cumprir as contrapartidas, exigências previstas no edital.

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No leilão, serão ofertadas quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 26 GHz; e 3,5 GHz. A faixa de 3,5 GHz é a que desperta mais interesse das empresas de telefonia, por exigir menos investimentos para a implantação da tecnologia. 

O edital prevê, para cada uma das quatro faixas, exigências que terão que ser cumpridas pelas empresas vencedoras do leilão, como disponibilizar 5G nas capitais do país até julho de 2022, levar internet 4G para as rodovias do país e a construção de uma rede privativa de comunicação para a administração federal. 
 

Fonte: Brasil 61

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