MDR participou de debate sobre redução do risco de desastres nas Américas e no Caribe

Foto: MDR/Divulgação

O Governo Federal foi representado pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, e outros integrantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), na VII Plataforma Regional para Redução do Risco de Desastres nas Américas e no Caribe, evento virtual que terminou nessa quinta-feira (4).

Com o tema “Construindo Economias Resilientes nas Américas e no Caribe”, o encontro abordou formas de aumentar a conscientização sobre o crescente custo econômico e humano gerado pelos desastres naturais.

O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, participou do evento. Ele destacou que o Brasil se alinha aos demais países signatários do Marco de Sendai para a Redução de Risco de Desastres 2015-2030, que estabelece como prioridade ações voltadas para a compreensão do risco de desastres em todas as suas dimensões.

“A pandemia da covid-19 veio para demonstrar que os desafios que enfrentamos vão muito além e são muito mais complexos do que os desastres que enfrentamos cotidianamente. Cada vez mais, será preciso uma visão sistêmica de atuação local, nacional, regional e mundial para que os riscos sejam prevenidos e mitigados antes que se tornem desastres inomináveis”, afirmou o diretor do Cenad. 

“Os princípios norteadores de ações de redução de riscos, sobretudo aqueles que recomendam o compartilhamento de responsabilidades pelos diversos níveis de governo e setores da sociedade, precisam ser traduzidos em ações concretas que alcancem resultados práticos na vida das pessoas”, completou.

Armin Braun ressaltou a importância da união entre os países. “A troca de experiências entre os países americanos, assim como as cooperações bilaterais, deve ser cada vez mais fomentada e utilizada, buscando socializar as estratégias e os recursos para que a resiliência alcance todos os integrantes do bloco. O Brasil se compromete com essas estratégias e com os planos que serão pactuados nesta plataforma”, comentou.

 

O debate foi presidido pelo governo da Jamaica e organizado com o apoio do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) e da Agência Caribenha para Gestão de Emergências e Desastres (CDEMA). Ainda que virtual, esta foi a primeira vez que uma sessão da Plataforma Regional foi realizada no Caribe, uma das regiões mais vulneráveis a eventos climáticos extremos e atividades sísmicas do mundo.

Nos últimos 20 anos, as Américas responderam por 53% das perdas econômicas devido a desastres relacionados ao clima. Segundo as Nações Unidas, a Jamaica está entre os países mais expostos a desastres naturais, como terremotos, furacões, deslizamentos de terra e inundações.

O evento estava marcado, inicialmente, para julho do ano passado, mas foi adiado em razão da pandemia da Covid-19.
 

Fonte: Brasil 61

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