Projeto de pesquisa da Paraíba testa o 5G para verificar a aplicação em diversos setores

Foto: Reprodução/Governo Federal

A chegada do 5G não só é aguardada na Paraíba como já vem sendo testada na prática em um projeto da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O Lab 5G, montado desde 2019 no Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, realiza experiências e testes em uma rede 5G restrita e prepara sistemas que possibilitarão a execução de projetos de Internet das Coisas, transmissão de vídeos, aplicações de realidade aumentada, controle remoto de equipamentos, entre outras aplicações que prometem revolucionar diversos setores no país, como educação, indústria e agronegócio.

Danilo Santos, professor e pesquisador do Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação VIRTUS da UFCG, acredita que o Lab 5G, o primeiro do Nordeste, pode fazer da Paraíba uma das protagonistas na implementação da nova tecnologia. Segundo ele, diversos setores produtivos ganharão um salto com a nova geração de comunicação móvel. 

“Diversas são as possibilidades e casos de uso a serem explorados e desenvolvidos com o 5G. No VIRTUS/UFCG já exploramos como esses novos serviços e aplicações podem se beneficiar do 5G em pesquisas e aplicações nas áreas de indústria 4.0, saúde, entre outros”, explica.

Daniel ressalta que o leilão do 5G promovido pela Anatel vai finalmente possibilitar a implementação comercial da tecnologia e modificar os serviços oferecidos à sociedade. E como a pesquisa já avalia essas melhorias na prática há mais de um ano, a Paraíba pode ajudar em uma implementação mais ágil. “Nós, como núcleo de inovação em uma universidade, já estamos prontos para desenvolver essas inovações, portanto, trazendo um retorno muito mais rápido.”

Avanços com o 5G

O deputado federal Vitor Lippi (PSDB/SP), que foi relator do Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados destinado a acompanhar a implementação da tecnologia no país, destaca alguns dos setores que vão evoluir com a velocidade maior e o tempo de latência (ou atraso) menor em relação ao 4G. 

“O que a gente espera são essas novas funcionalidades naqueles equipamentos que precisam de altíssima velocidade e baixíssima latência. Então, isso vai ser essencial para a mineração, já temos caminhões autônomos aí nas minas, para a agricultura, onde nós temos já tratores autônomos. Teremos muitos robôs dentro das indústrias, então, todas essas questões precisam do 5G, necessariamente”, destaca Lippi.  

Agro e Indústria

No campo, com a tecnologia 5G, além de contar com maquinários autônomos o produtor pode, por exemplo, monitorar as culturas, medir a umidade do solo em tempo real e identificar a necessidade hídrica de uma cultura de grãos, definir parâmetros de irrigação necessários para aquele dia ou para a semana. 
No setor industrial, a nova tecnologia deve otimizar os processos e causar uma revolução. Entre os ganhos possíveis estão a melhor adequação do estoque à demanda do mercado, a customização de produtos de forma ágil à necessidade dos clientes, redução de desperdício e consequentemente do custo, aumento da segurança do trabalhador por meio da realização de atividades de risco por máquinas.

Segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet, além de uma melhor conexão ao usuário comum, a nova tecnologia deve promover uma revolução no setor de produção.

“É uma tecnologia que veio para revolucionar uma série de coisas. Que vai nos dar uma maior velocidade, um maior tempo de resposta na transmissão de dados. Não é um impacto tão somente para o cidadão. É um impacto, creio eu, até muito maior para as empresas, porque o 5G é uma tecnologia que vai permitir a comunicação não só entre as pessoas, mas, sobretudo, entre máquinas. É máquina conversando com máquina, é máquina conversando com a infraestrutura”, explica.  

Leilão

O leilão do 5G é considerado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o maior de radiofrequência da história do país. No certame, foram ofertadas quatro faixas: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Pense nessas faixas como rodovias no ar, por onde passam as ondas eletromagnéticas responsáveis pelas transmissões de TV, rádio e internet. 

De acordo com o Ministério das Comunicações, a estimativa é de que todas as capitais já tenham acesso à nova tecnologia até meados de 2022.
 

Fonte: Brasil 61

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