DENGUE: Monitoramento indica tendência de alta da doença na Região Sul do país

Combata o mosquito todo dia. Foto: Divulgação

A Região Sul do país é apontada como área de atenção para dengue em 2022, pelo sistema de monitoramento de arboviroses desenvolvido pela Fiocruz e a Fundação Getúlio Vargas, o InfoDengue. Foi observada uma tendência de expansão da dengue para essa região, em que o número de casos não costumava preocupar. Os pesquisadores investigam se isso se dá pela maior capacidade de adaptação do Aedes aegypti

e por mudanças climáticas.

Surtos importantes de dengue foram registrados em Londrina e Sengés, no Paraná, além de Joinville, em Santa Catarina. Também se encontram em situação de atenção a região noroeste de São Paulo. No Centro-oeste, a região entre Goiânia e Palmas, passando pelo Distrito Federal. Além de alguns municípios isolados da Bahia e do Ceará.

O infectologista do Hospital das Forças Armadas em Brasília, Hemerson Luz, aponta que o combate ao foco do mosquito é a melhor forma de enfrentar a dengue. “Não há um medicamento específico para tratar a dengue. O combate é feito eliminando os focos do mosquito. Temos que lembrar que um ovo do mosquito Aedes aegypti pode ficar até um ano aguardando a chuva dentro de um recipiente. Ele pode após receber a água, eclodir, virar a larva e evoluir para o mosquito.”

Campanha do Ministério da Saúde alerta para a importância do combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A ideia é que cada cidadão coloque em sua rotina semanal uma ronda por sua casa e local de trabalho para chegar locais que podem estar acumulando água, o que é mais comum no período das chuvas. “A forma principal que nós temos é evitar que os mosquitos nasçam. E é por isso que é importante que tantos agentes, a população em geral, esteja atenta para que não tenham criadouros dos mosquitos”, alerta o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka.

CENTRO-OESTE: Período chuvoso aumenta os riscos de dengue, zika e chikungunya

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, nas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. “É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

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Fonte: Brasil 61

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