RN: instalação de usinas elétricas cresce 19% no estado em 2021, com destaque para energia eólica

Parque Eólico. Foto: Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente/RN

O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 19% no número de instalações de usinas elétricas em 2021, em comparação com o ano anterior. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec/RN), foram instal

adas 36 novas usinas eólicas e uma usina hídrica, no ano passado. Já em 2020, foram 17 novas usinas eólicas e três solares.

As novas instalações totalizaram 215 parques de energia eólica no estado, enquanto o país todo possui 808. A informação consta no Mapa Mais RN, plataforma digital da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), que traz um panorama mensal do setor, a partir de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, afirma que o Rio Grande do Norte, assim como a Região Nordeste como um todo, apresenta características geográficas ideais para geração de energia eólica, mas é preciso um ambiente favorável para investimentos.

“No Nordeste, o Rio Grande do Norte é um dos estados que mais se destaca na produção de energia eólica, seja pela sua natureza dos ventos como também pelo fato do estado ter desenvolvido políticas ao longo dos anos que atraíssem os investidores. Então, é muito importante que, além de ter o recurso natural, o estado esteja apto a receber esses investimentos.”

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirma que, há dez anos, o estado fez sua própria transição energética do petróleo para a energia limpa, principalmente para a eólica, mas ainda há muito potencial para investimento.

“Em terra, nós temos um terço do nosso potencial eólico explorado, [ou seja] nós temos ainda dois terços a explorar. Portanto, temos um horizonte muito positivo de geração de empregos, de circulação de renda nas cidades e de aproveitamento econômico do recurso que, até antes disso, não era aproveitado absolutamente.”

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Segundo a Sedec/RN, o estado potiguar produziu 1,5 GW de energia em 2021; um crescimento de 138% em relação a 2020. Uma análise do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), com dados da Aneel, aponta que esses 1,5 GW representam 40% da produção nacional de energia eólica.

Os municípios que mais cresceram energeticamente em 2021, no Rio Grande do Norte, foram Serra do Mel e Touros, que receberam oito novas usinas eólicas, cada um. São Miguel do Gostoso recebeu quatro. 

A presidente da ABEEólica destaca a capacidade da energia eólica em levar crescimento e desenvolvimento econômico para a região onde for implantada.

“Para cada R$ 1 investido em energia eólica no país, é devolvido, em PIB, R$ 2,90. E tem um outro fator que é o desenvolvimento econômico. Nós fizemos um estudo que mostra que o PIB da Região Nordeste cresceu em torno de 21% devido a chegada dos parques eólicos e que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal das regiões cresceu da ordem de 20%.”

Usinas Offshore

A grande promessa em energia eólica é a chamada energia offshore, na qual as turbinas são instaladas no mar, e não em terra (onshore). Atualmente, não há usinas offshore no Brasil, mas o país possui um grande potencial para instalação, como afirma Elbia Gannoum.

“O Brasil também tem um vento excepcional no mar. Então há uma grande possibilidade de iniciar com esse investimento logo. E o estado do Rio Grande do Norte é um dos melhores potenciais para essa produção. Então, nós devemos começar com os investimentos a partir de um leilão que estamos organizando para o ano que vem. E no final desta década, veremos também os aerogeradores no mar.”

O senador Jean Paul Prates destacou o decreto 10.946/2022 que regulamenta o uso de águas interiores – como lagoas, açudes, espelhos d’água de barragens – e mar territorial para geração de energia eólica offshore. 

“Eu ouso dizer que nós somos o principal ambiente operacional de investimentos do mundo para energia offshore. Com certeza isso vai se confirmar dentro dos próximos cinco a dez anos. Nós seremos um ambiente mais competitivo, mais atrativo e mais saudável para energia offshore do mundo.”

Fonte: Brasil 61

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