A jabuticaba

Link para o vídeo ao fim da página

Tronco da jabuticabeira em flor

Em minha infância e adolescência, tive o privilégio de morar em casas com grandes quintais. Eram moradas simples, piso de terra batida, forro de esteira, conforme a maioria das residências, em Cachoeira do Campo. Contudo, eram bastante amplas, três ou quatro quartos, e dotadas de grandes quintais.

Não faltavam bananeiras, mangueiras, laranjeiras e as jabuticabeiras. Gastava o tempo ocioso a escalar árvores, mangueiras e jabuticabeiras, preferencialmente. Uma mangueira tinha dois galhos, dispostos de tal forma, que eu podia neles me deitar e ali ficar, por algum tempo, a ruminar pensamentos.

Mas, as jabuticabeiras me fascinavam e ainda me fascinam por tudo que elas têm de diferente em relação às outras árvores, especialmente por ocasião das jabuticabas.

Em ocasiões, climaticamente favoráveis, meados de setembro, a jabuticabeira, da base do tronco às pontas da ramagem, encaroça-se, à semelhança da brotoeja na pele: são milhares ou milhões de botõezinhos, do tamanho da cabeça de alfinete, que nascerão dentro de poucos dias.

Abertos os botõezinhos, a jabuticabeira se reveste, do chão às grimpas, de um amarelo pálido das florezinhas, densamente aglomeradas e a exalar suave perfume. As folhas caem, deixando o “esqueleto”, colorido de amarelo, aberto à aproximação das abelhas, que trabalham por três dias, durante os quais, somente nesse período, não é bom que chova. Depois, é acompanhar o crescimento das minúsculas frutas até a sua maturação e satisfação em colher e saboreá-las. NGB

Para ver o vídeo acesse

https://eb4.biz/85dad04c

Mais jabuticaba: cliique num dos links no texto ou AQUI