Ainda dá tempo de tomar a vacina contra a gripe!

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos 6 meses continua em todo o país enquanto durarem os estoques da vacina contra a Influenza. O Ministério da Saúde pretende mobilizar a população para prevenir complicaçõe

s decorrentes da doença e diminuir a quantidade de óbitos, além de aliviar a pressão que casos graves podem causar sobre o sistema de saúde. 

Com cobertura vacinal de 58,9%, o governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal. O Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela distribuição e aplicação das vacinas, dispõe de 38 mil salas de vacinação em todo o país para atender a população. Todos os anos, a vacina é atualizada em relação às contaminações do ano anterior, protegendo contra novas cepas da doença.

A campanha de vacinação contra a gripe começa com grupos prioritários, abrangendo idosos acima de 60 anos e população com doenças crônicas ou autoimunes. Estender o prazo e o público que pode receber a vacinação está, entre os planos do ministério, entre as estratégias para proteger o público mais sensível à doença. Segundo os dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, a população alvo do programa de imunização contabiliza 77,9 milhões de pessoas, mas apenas 47,2 milhões foram alcançadas. Ainda assim, a população com doenças crônicas ou autoimunes mostram pouca procura pela imunização.

Samyr Burached, 24 anos, é estudante universitário e toma a vacina contra a gripe anualmente. O estudante reconhece a mutabilidade do vírus e sempre procura o imunizante com a intenção de contribuir para com a saúde pública. Sobre as reações da vacina, Samyr é pontual: “Não tive nenhuma reação, nunca tenho, a vacina contra gripe é bastante leve e é por isso também que eu tomo todo ano sem nenhum medo.”

Proteger a si para proteger o outro

Mesmo fora do grupo prioritário, é importante que a população procure o imunizante sempre que ele estiver disponível. O médico intensivista José Roberto Júnior, alerta para o fato de que pessoas fora do grupo prioritário podem servir de vetor da doença, e acabam infectando idosos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

“Vetor é aquela pessoa que adquire a doença e acaba passando essa doença para pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis, acarretando um pior prognóstico para as mesmas. Então, a ideia da vacinação, de um modo geral, é muito semelhante a todas as vacinações que nós conhecemos no Brasil: evitar os sinais dos sintomas e evitar que essas pessoas funcionem como carregadores das doenças”, explica.

José também alerta sobre as reações adversas ao tomar a vacina contra gripe, pois o público confunde as reações esperadas ao inocular um vírus inativado no paciente e uma reação realmente inesperada.

“As reações adversas acometem um grupo muito pequeno da população de um modo geral. Essas pessoas sabidamente são alérgicas a algum componente da vacina e podem se perguntar eu sou ou não alérgico a algum componente da vacina”, pontua o médico.

A maior abrangência da imunização torna-se ainda mais importante quando se leva em consideração as pessoas alérgicas aos imunizantes, uma vez que essas pessoas dependem diretamente da imunização daqueles ao seu redor para se manterem afastadas do vírus e evitar uma contaminação.

Fonte: Brasil 61

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