Amazônia+21: empresários do Tocantins recebem direcionamento para implementar ESG, a economia verde

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Voltado para fomentar novos modelos de negócios capazes de promover o desenvolvimento sustentável nos estados da região amazônica, o Instituto Amazônia +21 também tem o objetivo de proteger a biodiversidade, com adoção de práticas produtivas de baixa emissão de gases poluentes e alinhadas com as metas estabelecidas nas conferências internacionais do clima, como a COP26, neste ano realizada na cidade de Glasgow, na Escócia. 

A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado anunciou a possibilidade de arrecadar, no mínimo, R$ 122,5 milhões com pagamentos pela redução de emissões dos gases de efeito estufa. A negociação foi realizada por comitiva do estado que participou da COP26, para promover leilão no primeiro semestre de 2021, para comercializar créditos de carbono, por meio da Biodiversityand Ecosystem Futures (BEF).

Para avançar na agenda verde, os empresários precisam ser direcionados de modo a engajar os empreendimentos neste novo modelo de projeto. Desde o fim de setembro, a FIETO realiza encontro com empreendedores de diversos setores da indústria no estado para apresentar as diretrizes do Instituto Amazônia+21, com foco em fomentar novos empreendimentos e atrair grandes empresas para investir e fazer parcerias com negócios sustentáveis da região da Amazônia Legal.

Segundo o presidente da FIETO, Roberto Pires, essa perspectiva inovadora vai conectar empreendimentos em prol do desenvolvimento sustentável na região, com investimentos nacionais e internacionais, e todos os esforços precisam ser coordenados para que o movimento não perca o foco. 

“Na criação desse ambiente favorável aos novos negócios, a FIETO e as federações das indústrias da região amazônica serão peças importantes nessa engrenagem, oferecendo qualificação e capacitando empresários e colaboradores para que estejam preparados para aproveitar dessa nova oportunidade que será criada por meio do Instituto Amazônia +21”, destaca Pires, que complementa, “Acreditamos que essa iniciativa trará um avanço importante não apenas para a indústria, mas para os diversos segmentos da nossa economia.”
 
Entre as orientações promovidas pelo Instituto Amazônia +21 aos empreendedores que pretendem investir em negócios sustentáveis na Amazônia Legal estão a assessoria para formação de parcerias, aquisição de tecnologias verdes e o acompanhamento de resultados dos projetos de governança ambiental e social na região.

Necessidade de investimentos

A senadora Kátia Abreu (PP-TO), presente nas atividades da COP26, na Escócia, ressaltou que atualmente existe uma conscientização por parte dos três poderes do Brasil com relação ao fim do desmatamento e que os países da Europa podem confiar no comprometimento dos governadores no que diz respeito ao cumprimento da redução das emissões de gases poluentes. E, para isso, o Fundo da Amazônia seria fundamental, uma vez que grande parte dos recursos dos estados é empenhado no combate à fome e à pobreza.
 
“Retomar o Fundo da Amazônia, um recurso que seria da maior importância para os governadores, inclusive para complementar os recursos que virão agora deste novo acordo aqui. Então, eu me comprometo, como membro do Senado Federal, voltando ao Brasil, de nós mobilizarmos o governo brasileiro para novamente resgatar a possibilidade de cumprir as regras do uso do fundo da Amazônia”, defendeu a senadora durante o evento.
 
O Fundo Amazônia, que atualmente está paralisado, recebe doações voluntárias de países e empresas para aplicação não reembolsável em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promover ações voltadas à conservação e ao uso sustentável da floresta na Amazônia Legal.

ESG e a economia verde

O Instituto é voltado para fomentar novos modelos de negócios capazes de promover o desenvolvimento sustentável nos estados da região amazônica. A ideia é proteger a biodiversidade com adoção de práticas produtivas de baixa emissão de gases poluentes e alinhadas com as metas estabelecidas pela chamada economia verde, apoiada em três pilares: ambiental, social e governança (da sigla em inglês ESG).

Segundo Karen Oliveira, gerente para Políticas Públicas e Relações Governamentais da TNC Brasil, organização não governamental que atua há 30 anos na Amazônia com foco em conservação e mitigação de mudanças climáticas, a economia verde é um modelo de desenvolvimento baseado em soluções encontradas na natureza. Além do que a floresta já oferece naturalmente, como os ciclos de água e captura de gases do CO², ela contribui com produtos madeireiros e não madeireiros. E o mercado mundial atento à economia verde exige, cada vez mais, que os empreendimentos tenham cuidados sociais e ambientais.  

“Quando a gente fala da economia verde nós estamos nos baseando numa economia que não é intensiva em carbono, o que a gente chama de uma transição para uma economia de baixo carbono, baseada no uso sustentável da floresta e que respeita os povos da floresta, respeitas as comunidades tradicionais, respeita os indígenas que vivem nessa região e que busca conciliar desenvolvimento com conservação”, explica Karen.

Karen destaca que o mundo tenta implementar, desde a Conferência Rio92, o conceito de desenvolvimento sustentável e a economia verde é uma solução vantajosa para se continuar produzindo e se desenvolvendo econômica e socialmente. “O desenvolvimento sustentável nada mais é do que garantir para gerações futuras as mesmas quantidades de recursos naturais que temos hoje disponíveis na natureza”, explica.
 

Fonte: Brasil 61

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