HOJE NO OURO PRETO WORLD

4 de julho de 2024


CAFÉ

Preços do café arábica e robusta caíram

Saca de 60 quilos do café robusta é negociada a R$ 1.223,65

#Açúcar#Indicadores#Milho#Indicadores econômicos

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Nesta quinta-feira (4), o açúcar cristal é comercializado a R$ 133,95, por saca de 50 kg, na cidade de São Paulo. Em Santos, sem impostos, a saca do açúcar cristal é comercializada a R$ 134,40, com frete até o porto da cidade, em baixa de preços.

O preço do milho também caiu no último fechamento e custa R$ 56,40 na região de referência de Campinas (SP), por saca de 60 kg. Para o café arábica, o preço está cotado a R$ 1.364,80, por saca de 60kg, em queda, na cidade de São Paulo. O café robusta custa R$ 1.223,65 no Espírito Santo (ES). 

Os valores são do Cepea.
 

BOI GORDO

Média de preço do boi gordo caiu no último fechamento

Em dólar, o valor da arroba custa US$ 40,30, no estado de São Paulo

#Frango#Indicadores#Suíno#Indicadores econômicos

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A cotação da arroba do boi gordo caiu e é negociada a R$ 224,25, no estado de São Paulo, equivalente a US$ 40,30. 

Os preços do frango congelado e do resfriado também caíram, no mesmo estado, a R$ 7,05 e R$ 7,30. 

Já o preço da carcaça suína especial permaneceu estável, a R$ 10,75. Estabilidade também foi observada para o indicador do suíno vivo. Os preços estão os mesmos do fechamento anterior no Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, entre R$ 6,70 e R$ 7,30.  

As informações são do Cepea
 

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SOJA

Preço da soja subiu no interior do Paraná

A saca de 60 quilos é negociada a R$ 137,70 no Paraná

#Indicadores#Paraná#Rio Grande do Sul#Trigo#Indicadores econômicos

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O preço da saca de 60 quilos de soja subiu no último fechamento e custa R$ 137,70, no interior do Paraná. Em Paranaguá, o preço é de R$ 142,62. A alta é impulsionada pelo preço do dólar. 

Para o trigo também ocorreu alta no Paraná, onde a tonelada é negociada a R$ 1.559,00. No Rio Grande do Sul, o preço é de R$ 1.446,30. 

Os valores são do Cepea/USP.
 

IBOVESPA

Ibovespa subiu a 125.661 pontos

A escalada do dólar tem sido acompanhada pelos investimentos na bolsa

#Indicadores#Indicadores econômicos

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) subiu 0,70% e está cotado a 125,661 pontos. A escalada do dólar tem sido acompanhada pelos maiores investimentos na bolsa e pela tendência do investidor ao risco. O volume negociado subiu a R$ 21,6 bilhões.

Entre as ações mais negociadas, Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) puxaram as altas, a 2,00% e 0,60%. Outras ações que encerraram o dia positivamente foram da YDUQS (YDUQ3), Vamos (VAMO3) e Carrefour (CRFB3), que subiram, em média, 7,00%. 

Já as principais baixas ficaram com Petrobras (PETR4), Suzano (SUZB3) e B3 (B3SA3), menores na ordem de 1,00%.   

Os dados referentes à bolsa de valores brasileira podem ser consultados através da B3.

 

DÓLAR

Dólar recuou no último fechamento

Hoje, a moeda custa R$ 5,56

#Euro#Indicadores#Indicadores econômicos

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O dólar comercial recuou em comparação com diferentes moedas e, sobretudo no Brasil, o real foi uma das moedas que mais pôde se valorizar no último fechamento. Entre fatores domésticos e internacionais, o investidor levou em consideração a alta recorde da divisa, em um momento propício para vendê-la. O aumento da liquidez diminui os preços. No último fechamento, o dólar caiu 2,12% e está cotado a R$ 5,56. O euro também teve uma queda expressiva, de 1,75%, cotado a R$ 6,00. 

Os dados divulgados acerca da economia dos Estados Unidos foram uma das principais razões para o comportamento no dia. O Relatório Nacional de Emprego (ADP) daquele país mostra um crescimento de vagas no setor privado aquém do esperado, com desaceleração em junho, se comparado a maio deste ano. Um menor aquecimento da economia e pressão inflacionária reduzida levam a crer que é possível reduzir os juros e, com isso, diminuir a atratividade de investimento em títulos públicos norte-americanos. Além disso, foi divulgada a ata da última reunião do Banco Central dos Estados Unidos. 

Já no Brasil, a percepção do mercado por um maior alinhamento entre Presidência da República e Ministério da Fazenda, em direção ao cumprimento da meta fiscal, trouxe mais tranquilidade e confiança ao mercado. Presidente Lula e ministro Haddad se reuniram, para acertos relacionados às contas públicas. Os esforços da pasta da economia foram reforçados pelo chefe do executivo, em uma direção de redução de gastos, contradizendo o que o próprio Lula em alguns momentos afirma. 

Em agendas públicas na última quarta-feira (3), esta foi a sinalização do governo: compromisso com as contas públicas. Não houve menções ou críticas à autonomia do Banco Central do Brasil. A estabilidade institucional é fundamental para uma menor oscilação do câmbio e o “mercado” não parece ter percebido algumas ironias de Lula ao setor financeiro, durante o lançamento do Plano Safra para 2024/2025. 

As cotações são da companhia Morningstar
 

GRIPE

GRIPE: saiba como se prevenir

Internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave associadas à influenza continuam em alta, segundo Boletim InfoGripe

#Gripe#Ministério da Saúde#Vacina

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Em recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, é possível observar que as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao vírus da gripe voltaram a aumentar na Região Centro-Sul, com a chegada do inverno. O destaque fica por conta de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul com aumento de SRAG por influenza A, especialmente entre adolescentes, adultos e idosos.

A longo prazo, 11 estados apresentam tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo. Por isso, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda o uso de uma boa máscara para evitar o contágio pelo vírus da gripe.

“Sempre que for sair, for receber alguém, coloque uma boa máscara, uma N95, uma PFF2, aquelas que têm uma capacidade de filtragem maior e se ajustam melhor ao rosto, porque elas diminuem muito o risco de passar o vírus para as outras pessoas, liberar o vírus no ambiente. Além disso, qualquer pessoa, mesmo não estando com sintomas, mas que for visitar ou estiver indo à uma unidade de saúde, bote uma boa máscara, porque evita contrair o vírus respiratório na unidade de saúde e levar pra casa, levar para o transporte público, enfim, para outros locais.”

Entre as práticas de prevenção ao vírus da gripe, o Ministério da Saúde também recomenda lavar frequentemente as mãos com água e sabão; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes ventilados; evitar contato com pessoas com sintomas gripais; e evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.

Outra ferramenta essencial para se proteger da gripe é a vacinação. Mesmo após o término da campanha do Ministério da Saúde, a maioria dos postos de saúde ainda possui estoque de doses disponíveis gratuitamente.

Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

VSR: Fiocruz alerta para o aumento nas internações por infecções respiratórias

Casos de SRAG registram aumento contínuo no Brasil; alerta Fiocruz

Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

PISO DA ENFERMAGEM

PISO DA ENFERMAGEM: Mais de R$ 11 mi distribuídos para municípios do Pará

Já foi publicada a portaria que estabelece os valores da assistência financeira de junho. Municípios como Santarém e Castanhal receberão cerca de R$ 1 milhão

#Piso da enfermagem

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Os valores referentes à parcela de junho da Assistência Financeira Complementar (AFC) da Bahia já estão disponíveis para consulta. Ao todo, o estado receberá R$ 11.137.805,87. Em cumprimento a Lei n.º 14.434, de 4 de agosto de 2022 — que estabelece o piso nacional da enfermagem — o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS 4.631, de 27 de junho, para complementação do salário da categoria. Só a capital Belém receberá R$ 3.893.918,48. Ananindeua receberá pouco mais de R$ 2 milhões. Já os municípios Santarém e Castanhal receberão cerca de R$ 1 milhão.

A presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Pará (SATE-PA), Marli Groeff, reclama que a categoria enfrenta dificuldades para receber o repasse.

“O repasse está sendo feito em folha complementar e mesmo sendo natureza de piso salarial, não vem somado no vencimento base como piso e os profissionais de enfermagem estão tendo grande prejuízo remuneratório devido à forma que está sendo administrado o piso salarial da enfermagem. Aqui no estado do Pará, nenhum município ou quase nenhum, sabemos de um município apenas, dos 144, em que o governo do estado implementa o piso da forma correta”, lamenta.

De acordo com a pasta, compete aos gestores o pagamento dos colaboradores diretos — sejam servidores ou empregados —, bem como a transferência dos recursos às entidades privadas contratualizadas ou conveniadas, que atendam, pelo menos, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).   

Assistência Financeira Complementar

A cada mês, o Ministério da Saúde edita portaria para atualizar os valores, corrigir informações e identificar a forma pela qual os repasses devem ser feitos para os municípios. Para o vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Daniel Menezes, é fundamental que as devidas correções sejam feitas para não prejudicar os profissionais.

“Esses repasses representam nada mais do que um direito garantido por meio da criação da lei do piso e que não foi pago em período anterior por conta de divergências no cadastro entre as instituições e entes federados que são beneficiados. Então, é uma correção de uma injustiça em relação ao não repasse para os profissionais que têm direito”, ressaltou o vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes.  

Os repasses estão sendo realizados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS). Conforme o Ministério da Saúde, foi aberta uma conta específica para o envio de repasses. Após a transferência da União, cabe aos gestores os pagamentos aos profissionais.

Mas é importante que a aplicação dos recursos seja fiscalizada em todo o país para garantir que os valores cheguem aos contracheques, como explica o advogado especialista em direito médico Josenir Teixeira.

“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, avalia. 

O repasse de junho soma R$ 829.433.687,10, destinados aos entes federados. O empenho e o repasse devem ocorrer até o último dia útil de cada mês. Segundo o governo federal, de janeiro a junho deste ano, já foram repassados R$ 5.145.081.039,81 para a AFC da União. O Ministério da Saúde também publicou a Portaria GM/MS 4.155 para acerto de contas de entes federados, que descreve o repasse de R$ 172,1 milhões a 1.626 municípios e 10 estados contemplados na revisão de dados da parcela de maio a agosto de 2023.
 

RODOVIAS

RS: um trecho de estrada está totalmente interditado e 16 parcialmente, aponta Ministério dos Transportes

Foram liberados 125 trechos em 11 rodovias federais do Rio Grande do Sul

#Infraestrutura#Rio Grande do Sul#Rodovias

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No Rio Grande do Sul, foi registrada interdição total em um trecho de uma rodovia federal e interdições parciais em 16 trechos em cinco rodovias federais. As interdições estão ocorrendo nas rodovias BR-116, BR-287, BR-290, BR-386 e BR-470. As informações foram apresentadas pelo Ministério dos Transportes, no último Boletim de Recuperação de Rodovias Federais – RS, divulgado na terça-feira (2).

Até o fechamento desta matéria, foram liberados 125 trechos em 11 rodovias federais que cortam o Rio Grande do Sul. Além disso, 14 trechos estão em obras ou em processo de liberação das pistas e não há segmentos liberados exclusivamente para veículos de emergência.

O tráfego na BR-470/RS, entre Veranópolis e Bento Gonçalves, foi parcialmente liberado.  A liberação será suspensa em dias de chuva intensa, como medida de segurança.

Segundo o boletim, o local conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A passagem está autorizada para veículos leves, vans, ônibus e caminhões com Peso Bruto Total (PBT) de até 16 toneladas. No trecho que vai do km 178 ao km 201, estão em andamento trabalhos de contenção de encostas, alargamento da pista e construção de aterros.

Confira os trechos com interdições totais ou parciais:

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Gestão: 3 mil municípios têm obras paralisadas

LIXO: Brasil gerou mais de 40 mil toneladas de resíduos de construção

Marlon Bento, especialista em infraestrutura e diretor administrativo da Line Bank BR, explica a importância da recuperação de rodovias.

“É preciso ligar uma cidade à outra, ou seja, para as pessoas poderem ter mobilidade para trabalhar, irem ao médico, poderem fazer essas necessidades diárias de locomoção. Além disso é preciso ter as rodovias ligadas para fazer a economia fluir, da maneira que tem que ser”, afirma.

Bento pontua que o transporte de cargas é “fundamental” para a economia brasileira.

Dados de monitoramento

Os dados foram consolidados entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário e a concessionária responsável pelas rodovias federais sob supervisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

REFORMA TRIBUTÁRIA

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Reforma tributária: colegiados criados para prevenir, podem gerar novos litígios

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, de regulamentação da reforma tributária, prevê a criação de um comitê e de um fórum de harmonização das regras da Contribuição (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Especialista destaca benefícios dos colegiados, mas alerta para possíveis novos litígios, caso o texto seja aprovado como está

#Empresas#Impostos#Reforma Tributária#Congresso Nacional

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24 é a principal proposta do governo para regulamentação da reforma tributária (Emenda Constitucional 132), aprovada em 2023. O texto prevê a criação de um comitê e de um fórum de harmonização das regras da Contribuição (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que devem entrar em vigor a partir de 2027.

O intuito das duas instâncias – comitê e fórum de harmonização – é garantir harmonização do IBS e da CBS para prevenir litígios e insegurança jurídica com atuação conjunta.

Entenda como cada colegiado será formado:

  • Comitê de Harmonização das Administrações Tributárias: 4 representantes RFB (Receita Federal) e 4 do Comitê Gestor do IBS (sendo 2 dos estados ou do Distrito Federal e 2 dos municípios ou do Distrito Federal);
  • Fórum de Harmonização Jurídica das Procuradorias: 4 representantes da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, indicados pela União, e 4 representantes das Procuradorias, indicados pelo Comitê Gestor do IBS, sendo 2 Procuradores de Estado ou do DF e 2 Procuradores de Município ou do DF.

Ao Comitê compete uniformizar a regulamentação e a interpretação da legislação relacionada ao IBS e à CBS em relação às matérias comuns e, ainda, prevenir litígios sobre as normas comuns aplicáveis aos dois novos tributos. Já o Fórum deve atuar como órgão consultivo do Comitê e analisar controvérsias jurídicas dos impostos.

Prevenir ou gerar novos litígios?

Os dois colegiados ainda serão criados e vão atuar, por exemplo, quando houver interpretação distinta pela União e pelo Comitê Gestor do IBS. Os dois tributos, CBS e IBS terão um mesmo regramento, porém, podem ocorrer divergências entre os contribuintes e os entes sobre a aplicação. 

O especialista em direito tributário pela PUC/SP e mestre em Direito Tributário pela USP, Carlos Crosara, destaca a importância da criação do fórum e do comitê com vistas a harmonizar as interpretações.

“Esse fenômeno pode ter aspectos positivos, porque evita que uma mesma norma jurídica, tributária, uma mesma situação fático-jurídica, seja interpretada de uma maneira não uniforme, e isso evita a insegurança jurídica porque acaba pondo fim a questionamentos administrativos e judiciais por conta de interpretações divergentes. Acho que esse papel é bem-vindo, é salutar”, menciona.

Apesar do potencial de simetria no tratamento dos dois tributos, o especialista Carlos Crosara alerta para a provável falta de neutralidade nas interpretações. Segundo ele, o fórum e o comitê podem ir na contramão dos seus objetivos por conta da escolha dos integrantes de cada instância. “Qual seria a hipótese de esse fórum e esse comitê caminhar na contramão da finalidade para a qual foram instituídos? Justamente o fato de ele ser composto só por representantes do Fisco, procuradores, essencialmente”, diz.

“A interpretação da harmonização muito provavelmente não será neutra, ou seja, quando se interpreta uma norma desse órgão de harmonização e desse comitê, as interpretações podem levar em conta questões de ordem arrecadatória para o estado X ou para o estado Y, para o município A ou para o município B, isso pode gerar divergência e aí novas judicializações”, pontua Crosara.

Na avaliação de Crossara, a ausência de contribuintes nos colegiados torna o modelo, como está, prejudicial. “Os contribuintes que se sentirem lesados ou então que notarem que essas interpretações que forem proferidas pelo Comitê, pelo Fórum de Harmonização violarem a Constituição Federal, leis complementares e demais normas, eles vão ter que bater às portas do Poder Judiciário para poder se proteger, que é o que acontece até hoje. Então, dentro dessa perspectiva, esse modelo acaba sendo prejudicial”, alerta o especialista.

A empresária Maria Aparecida Lima de Oliveira Barcellos, 47 anos, de Pedra de Guaratiba (RJ) da empresa Cake designer, voltada para o ramo de eventos, produz bolos, doces e afins para as festas. Ela conta que os preços vêm subindo muito, o que dificulta no repasse do valor aos clientes. Ela disse que gostaria de participar das decisões dos colegiados, principalmente por integrar o grupo de pessoas que são mais impactadas pela carga tributária.

“Eu tenho encontrado muita dificuldade com os valores, com os preços de tudo aquilo que eu preciso comprar para fazer a minha produção. Coisas encareceram demais, muito imposto, muito tributo. A gente tem sofrido muito para ter um resultado que a gente consiga não pagar para trabalhar. Coisas que antes eu pagava 5 reais, 10 reais, dependendo do insumo, hoje estão quase que o dobro do preço”, conta a empresária.

Em relação aos possíveis conflitos de interesse, Carlos Crosara contextualiza que pode haver disputa entre estados e municípios com vistas à arrecadação, já que terão apenas um produto de arrecadação – o IBS, que terá gestão compartilhada entre os entes. “Vai ser, entre aspas, “um bolo arrecadatório só”, que vai ser partilhado entre 27 estados e 5.570 municípios. Então, o que acontece? Uma disputa acirradíssima entre estados e municípios, visando a arrecadação”, prevê Carlos Crosara.

AGRICULTURA

Plano Safra 24/25 vai disponibilizar cerca de R$ 400 bilhões para produtores rurais empresariais

Montante servirá para ações de custeio, comercialização e investimento

#Agricultura#Produtor Rural#Safra

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Em cerimônia no Palácio do Planalto, o governo anunciou, nesta quarta-feira (3), que vai disponibilizar cerca de R$ 400 bilhões aos produtores rurais por meio do Plano Safra 2024/2025. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o valor é 10% superior em relação ao montante do plano anterior, estabelecendo novo recorde. 

Os recursos servirão para fomentar a produção rural da agricultura empresarial, ou seja, proprietários de médio e grande porte. Para custeio e comercialização, o Plano Safra 2024/2025 vai ofertar pouco mais de R$ 293 bilhões. Para a modalidade de investimento, serão cerca de R$ 107 bilhões. 

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que os incentivos à agricultura brasileira vêm crescendo ano a ano, o que, somado à queda nos custos de produção, vai gerar impacto positivo sobre o campo.

“404 bilhões de reais. 40% mais que os dois planos anteriores. E aqui um ‘x’ muito importante que mostra a eficiência desse futuro plano safra. O custo de produção, numa média ponderada dos produtos agrícolas, caiu 23% nesses últimos dois anos, portanto este plano safra terá uma eficiência 63% maior que o último plano safra do governo passado. É o governo estimulando cada vez mais as políticas públicas chegarem nos produtores”, disse. 

De acordo com o Mapa, as taxas de juros para os produtores enquadrados no Pronamp que financiarem ações de custeio e comercialização serão de 8% ao ano. Já para quem pretende investir em máquinas, equipamentos e outros itens, as taxas variam de acordo com a finalidade. 

Para o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), os juros serão de 7% até 8,5% ao ano. Já para o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), os juros serão de 11,5%. O PCA e o Moderfrota fazem parte de uma lista de 13 programas que serão abrangidos pelas linhas de financiamento.  

Fávaro também anunciou que, a exemplo da edição anterior do Plano Safra, o governo continuará premiando os produtores rurais que adotarem práticas sustentáveis. A recompensa prevista para o ciclo produtivo de 2024/2025 é uma redução de até um ponto percentual na taxa de juros de custeio. 

Plano Safra da agricultura familiar

Mais cedo, o governo já havia anunciado que a próxima edição do Plano Safra para os pequenos agricultores vai disponibilizar cerca de R$ 76 bilhões em linhas de crédito, valor 6,2% maior do que o observado no ciclo 2023/2024.  

Recorde: 72 novas aberturas de mercados externos marcam melhor semestre da história para o agro

SAÚDE

Histórias por trás da ajuda: quem são os mais de 500 voluntários da FN-SUS no RS

Criada em 2011, a Força Nacional do SUS existe graças a atuação de voluntários, que recebem apenas ajuda de custo para atuar em desastres, epidemias ou quando a capacidade de resposta do estado é esgotada

#Ministério da Saúde#Rio Grande do Sul#Saúde

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São técnicos, enfermeiros e médicos que encontram na ajuda ao próximo sua maior motivação. Os voluntários da Força Nacional do SUS não buscam recompensas salariais, mas a chance de oferecer auxílio, cura e esperança. Nos últimos dois meses, em meio ao estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul, eles se destacaram e continuam no trabalho de apoio à população afetada pelas enchentes. Em momentos de catástrofes e tragédias, deixam seus lares e famílias para prestar solidariedade onde há carência de tudo.
 
Desde o início de maio, a Força Nacional do SUS (FN-SUS) já prestou mais de 19,6 mil atendimentos frente à maior tragédia climática que já atingiu o estado. Os profissionais voluntários atuam nos hospitais de campanha, em equipes volantes, de saúde indígena e de saúde mental para a população gaúcha. Mais de 500 voluntários estão mobilizados desde o início da atuação do Ministério da Saúde entre médicos, enfermeiros, técnicos e farmacêuticos. 
 
Antes da tragédia do Rio Grande do Sul, o banco de voluntários cadastrados na FN-SUS tinha cerca de 70 mil voluntários cadastrados. “Após as chuvas, o número de voluntários chegou a aproximadamente 100 mil”, revela a coordenadora de Planejamento da FN-SUS, Conceição Mendonça.
 
Serão 15 dias de caminhadas e atendimentos em uma das cidades mais destruídas pelas enchentes — Eldorado do Sul (RS). A enfermeira Mariana Beraldo, de 35 anos, deixou em Piracicaba (SP) o filho de quatro anos, o namorado, pais, amigos e o trabalho. Ela atua como enfermeira do SAMU e se inscreveu na Força Nacional para ajudar da forma como melhor sabe fazer: na assistência. 
 
“Nossa equipe de saúde está dando apoio para o município e, a cada dia, eles [moradores] têm uma necessidade. Ficamos em tenda, auxiliando no atendimento. Hoje, estamos fazendo território, indo nas residências, atendendo os pacientes domiciliados. Eldorado do Sul foi uma das cidades mais atingidas e mais evacuadas. Por isso as pessoas ainda estão retornando”. 
 
A enfermeira Mariana Beraldo (centro) e equipe em Eldorado do Sul (RS). Voluntários da Força Nacional do SUS atendem pacientes em domicílio e em abrigos. Foto: Mariana Beraldo/Acervo pessoal

Na equipe da Mariana, são 60 voluntários — de vários locais do país — que se subdividiram. A enfermeira relata que cada grupo atua num campo diferente. “Tem gente em Canoas, Porto Alegre, São Leopoldo. Aqui, em Eldorado, estamos em cinco: um médico, duas enfermeiras e duas técnicas em enfermagem, mas o tamanho e a configuração das equipes são decididos de acordo com a necessidade de cada local”, explica a enfermeira da Força Nacional do SUS.
 
A escolha dos voluntários para cada missão, assim como a experiência deles em determinados tipos de ação, são considerados nessa distribuição de tarefas, como detalha Conceição Mendonça.
 
“De acordo com a experiência profissional de cada voluntário. Nos critérios estabelecidos, definimos possuir entre 2 e 5 anos de experiência comprovada na área de atuação, avaliação curricular, cadastro regular nos conselhos de classe, capacidade emocional para cumprir orientações do comando local, capacidade de lidar com situações de vulnerabilidades”. Segundo a gestora, todos esses critérios são cuidadosamente avaliados por uma equipe do Ministério da Saúde, que realiza contato com cada voluntário.

Força Nacional do SUS: experiência que ajuda 

A enfermeira Mariana já atuou em outras emergências e no voluntariado. Em 2018, foi para Roraima atuar na Fraternidade sem Fronteiras, no atendimento aos refugiados da Venezuela. Como servidora pública do município paulista, ela consegue licença do SAMU e é cedida às missões.  
 
Na mesma equipe de Mariana está o doutor Anísio Virgolino da Silva Filho, de 46 anos, médico intensivista do SAMU, em Natal (RN). Além do trabalho na Urgência e Emergência na capital potiguar, ele tem oito anos de experiência como médico da Marinha, em ações sociais e resgates – o que, segundo ele, aumentaram a bagagem frente aos desastres. Ciente da experiência do médico, a chefe da rede de Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte identificou nele o perfil ideal para a missão. “No domingo, ela me perguntou se eu queria vir. Na segunda-feira, eu já estava aqui”, revela o integrante da força.
 
Atuando como o único médico da equipe, Anísio diz que a população de Eldorado do Sul está num período de reconstrução — já que a cidade foi completamente devastada. “O que a gente notou é que eles não estão muito preocupados com a saúde, eles estão mais preocupados em limpar, em reconstruir. A maioria dos atendimentos que a gente vem fazendo é para o pessoal que faz uso de medicação contínua e precisa renovar as receitas e pegar as medicações”.
 
Assim como a enfermeira Mariana, o doutor Anísio também deixou em casa filhos, amigos e trabalho para auxiliar a população gaúcha. No cenário desolador que encontrou no Sul, ele ouve e reconta histórias da população. Gente que só carrega como bagagem o que há de mais importante — a vida. “O que escutamos é que muitos não irão retornar, porque realmente perderam tudo e não têm condições de retornar à cidade. Aqui, ainda está bem vazio, o cenário ainda é de muito lixo na rua. Várias equipes de limpeza estão retirando os escombros, mas ainda tem muita coisa para ser reestruturada”, descreve. Segundo o médico, a atuação da equipe da Força Nacional do SUS tem focado em não retirar essas pessoas da rotina, “para tentar não atrapalhar”. 
 
E a ajuda da Força Nacional do SUS tem feito a diferença nos abrigos. Quem atesta é Sinara Mesquita, de 63 anos, moradora de Canoas (RS). Durante o trabalho que fez de voluntariado, no acolhimento a desabrigados na cidade, ela ouviu relatos de gratidão. “Inclusive, uma senhora estava muito agradecida, dizendo que estava sendo tratada de uma forma que ‘nem em casa era tratada’. Ela contou que, todas as manhãs, os voluntários iam até os abrigos medir a pressão e a temperatura dos idosos; todas as noites, iam até os abrigos levar medicação”. 
 
Para Sinara, a presteza, a agilidade e a qualidade do serviço prestado pela Força Nacional do SUS fizeram “toda a diferença na saúde das pessoas atingidas”. 

Força Nacional do SUS: o que esses voluntários recebem como recompensa?

A equipe da Mariana e do Anísio vai voltar para casa em breve, mas um outro exército de inscritos na Força Nacional do SUS estará a postos para embarcar nas próximas missões que surgirem. Sem recompensa financeira, sem conforto para dormir, trabalhando muitas horas por dia. 
 
A recompensa? Quando questionado sobre o retorno de todo esse trabalho, o médico sequer titubeia. “A gente não procura recompensa, a gente fica feliz em ajudar”, resume Anísio.
 
Um sentimento compartilhado por Mariana: “Amo muito o que faço e ajudar as pessoas é o que me move. Sempre que vejo que há necessidade e tem uma forma de me inserir naquilo, eu vou. É instintivo”, completa a profissional.

Força Nacional do SUS: como funciona

Criada em 2011 como um programa de cooperação, a Força Nacional SUS trabalha para prevenir e dar assistência diante de situações epidemiológicas, de desastres ou de desassistência à população quando for esgotada a capacidade de resposta do estado ou município.
 
Qualquer profissional de saúde — da iniciativa pública ou privada — de todo o Brasil pode fazer parte da FN-SUS, para isso é preciso entrar no formulário disponível no site do Ministério da Saúde e fazer o cadastro de voluntários. 
 
“São profissionais de saúde dos serviços públicos. Dentre eles, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, psicólogos, gestores públicos, sanitaristas, epidemiologistas, especialistas em desastres, com perfil para atendimentos voluntários, principalmente especialistas em urgência e Emergência, maioria da Rede SAMU, em Atenção Primária de Saúde, em Atendimento Aeromédico, gestores com experiência em avaliação de risco, diagnóstico situacional. São capazes de traçar as necessidades de saúde para a população atingida com resposta coordenada, rápida, eficaz, objetivando salvar o maior número de pessoas afetadas”, conclui Conceição Mendonça. 
 
Para conseguir licença do trabalho, o Ministério da Saúde envia um ofício para a chefia do profissional que, juntamente com a sua chefia, organiza a sua escala de trabalho durante o período da missão. Apesar de não receberem salário, a FN-SUS disponibiliza passagens para o voluntário do local de residência até o local onde ocorrerá a missão. Além disso, são fornecidas diárias para o custeio com alimentação e estadia.
 

FERTILIZANTES

FERTILIZANTES: Produção de intermediários cai 12% no quadrimestre

O Estado de Mato Grosso liderou as entregas nacionais com um volume de 2,46 milhões de toneladas no quadrimestre, ou 22,4% do total

#Brasil Mineral#Fertilizantes

Segundo números da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas de fertilizantes no mercado interno alcançaram 10,97 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2024, o que representa um aumento de 1% ante as 10,87 milhões de toneladas registradas em igual período do ano passado. Apenas em abril, as entregas somaram 2,30 milhões de toneladas, volume 0,6% inferior quando comparado ao mesmo mês de 2023 (2,32 milhões de toneladas).

O Estado de Mato Grosso liderou as entregas nacionais com um volume de 2,46 milhões de toneladas no quadrimestre, ou 22,4% do total, seguido por Paraná (1,38 milhão), São Paulo (1,32 milhão), Minas Gerais (1,12 milhão) e Goiás (1,06 milhão).

A produção nacional de fertilizantes intermediários somou 504 mil toneladas em abril deste ano, o que corresponde a uma retração de 7,4% ante o mesmo mês de 2023. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2024, foram 1,99 milhão de toneladas, 11,9% a menos em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 2,26 milhões de toneladas. As importações de fertilizantes intermediários atingiram 2,57 milhões de toneladas em abril, com queda de 18,1%. No acumulado do quadrimestre, o total foi de 10,03 milhões de toneladas, significando redução de 7,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 10,89 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes, ingressaram 2,86 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% na comparação com 2023, quando desembarcaram 2,84 milhões de toneladas. O terminal representou 28,5% do total importado por todos os portos (fonte: Siacesp/MDIC).

AGRICULTURA

Incentivos fiscais impulsionam a produção agrícola irrigada

Empresas podem aderir à política do Governo Federal que estimula investimento em projetos para a prática da irrigação em cultivos agrícolas, por meio de debêntures incentivadas

#Agricultura#Água

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Priorizada pelo Governo Federal em decorrência das intensas mudanças climáticas, a produção de agricultura irrigada é apoiada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio das debêntures incentivadas. O instrumento é um título privado de renda fixa que permite às empresas captarem dinheiro de investidores para financiar seus projetos.

No caso das incentivadas, os recursos são empregados, necessariamente, em obras de infraestrutura e há isenção ou redução de Imposto de Renda sobre os lucros obtidos pelos investidores. São considerados projetos o conjunto de obras de infraestrutura que criem, direta ou indiretamente, as condições adequadas à prática da irrigação em cultivos agrícolas.

Estão incluídos a aquisição ou construção de obras civis; estruturas mecânicas, elétricas e os componentes necessários à instalação; ampliação, recuperação, adequação, modernização e operação do sistema de irrigação, incluindo equipamentos e componentes; estruturas de captação de água, elevação, condução, armazenamento, distribuição, drenagem agrícola, sistematização e correção do solo; e benfeitorias de apoio à produção agrícola.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comentou sobre o potencial do setor de irrigação no Brasil. “O MIDR é o responsável por coordenar a Política Nacional de Irrigação. O Brasil tem um potencial de 55 milhões de hectares para irrigar, dos quais apenas 8,5 milhões são irrigados. Isso significa que temos muito a crescer, tanto na geração de emprego quanto na produção de alimentos. O setor pode contribuir fortemente para o crescimento do País”, destacou.

Para Waldez Góis, aumentar a área irrigada e plantada é aumentar também a resposta do Brasil para a diminuição das emissões dos gases de efeito estufa e da pobreza, o combate à fome e a produção de riquezas.

Experiências anteriores

Entre os projetos contemplados em 2023, destacam-se iniciativas de empresas como Equipav e BRASILAGRO. A Equipav apresentou um projeto com potencial para gerar 16 mil empregos diretos e 8 mil indiretos no Projeto Público de Irrigação do Baixio do Irecê, na Bahia (BA), totalizando um investimento de R$ 555 milhões.

A BRASILAGRO planeja beneficiar, diretamente, 30 empregos e, indiretamente, 800 pessoas na região de Jaborandi (BA), por meio de um investimento total de R$ 182,1 milhões para a implantação de mais de 4 mil hectares de irrigação por pivot central (sistema composto por uma tubulação suspensa em uma estrutura móvel).

“As debêntures incentivadas se apresentam como um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento sustentável no campo e desenvolvimento para a economia do país, proporcionando um maior impulso financeiro, por meio da disponibilização de títulos privados de renda fixa àqueles investidores interessados no financiamento dos seus projetos”, explicou a diretora de Irrigação do MIDR, Larissa Rêgo. “A instrumentalização de meios financeiros ajuda a impulsionar a produtividade agrícola, a geração de empregos e renda e no fortalecimento do setor de irrigação”, completou.

A captação de recursos por meio das debêntures incentivadas para o setor de irrigação foi regulamentada pela Portaria nº. 2.127, de 2022. Para acessar essa modalidade de financiamento, as empresas interessadas devem submeter os projetos de investimento ao MIDR, de forma individual.

Documentos necessários

No ato da solicitação, devem ser apresentados os seguintes documentos:

a) Quadro de Sócios e Administradores (QSA) emitido online no sítio eletrônico da Receita Federal;

b) Cópia do contrato social ou estatuto social da Proponente, arquivado na Junta Comercial competente.

c) Comprovante de inscrição e de situação cadastral no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) emitido online no sítio eletrônico da Receita Federal;

d) Relação das pessoas jurídicas que integram a Proponente, com a indicação de seus respectivos números de inscrição no CNPJ;

e) Certidão Conjunta Negativa de Débitos ou Certidão Conjunta Positiva com Efeitos de Negativa relativos a tributos federais e à Dívida Ativa da União da Proponente.

Fonte: MIDR

RIO GRANDE DO SUL

Esperança e solidariedade após a tragédia

Em visita ao Rio Grande do Sul, ministro Waldez Góes, conversou com o povo gaúcho e visitou áreas atingidas pelas enchentes

#Rio Grande do Sul

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“Na minha casa, a água atingiu as paredes, portas e janelas, está tudo mofando por causa da umidade, mas eu ainda tive sorte. A casa da minha mãe ficou completamente destruída. Ela conta que essa enchente foi muito pior, muito mais triste do que a de 1941”. O desabafo é da dona de casa Maria Silveira Gonçalves, 63 anos, moradora do bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

A mãe da Maria, Olga Silveira Gonçalves, de 93 anos, mora ao lado da filha. “Minha mãe tinha 11 anos quando pegou a enchente de 41. Ela conta que a levaram para o centro da cidade, foi bastante complicado também, mas a diferença é que agora não sobrou absolutamente nada na casinha dela, onde eu nasci e cresci”, lamenta a dona de casa.

O relato da Maria é semelhante ao de muitas vítimas do desastre. Para ajudar o povo gaúcho e acompanhar o trabalho de reconstrução do estado, uma comitiva ministerial desembarcou no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (3). Os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, da Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e da Cultura, Margareth Menezes, visitaram pontos atingidos pelas enchentes. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, também estava presente.

Pela manhã, os ministros visitaram o Museu de Arte do Rio Grande do Sul e acompanharam o trabalho de recuperação das obras de arte e documentação. Em seguida, foram a Associação Comunitária e Cultural Quilombola do Areal e ao Mercado Público de Porto Alegre.

“A ministra Margareth Menezes veio ao Quilombo como parte da sua passagem pelo Rio Grande do Sul para investir no projeto de reconstrução do setor cultural. É isso que o presidente Lula espera de nós, ministros, todas as políticas públicas juntas, desde o momento de salvar vidas, abrigar e cuidar das pessoas até a reconstrução, que inclui obras, economia e o setor da cultura também. A nossa presença aqui é a demonstração do compromisso do Governo Federal com o povo gaúcho”, disse o ministro Waldez.

Nesta quarta (3), o Ministério da Cultura anunciou uma série de ações voltadas aos agentes culturais do estado. “Vários equipamentos culturais foram perdidos e isso impacta de uma maneira muito profunda na vida das pessoas da cultura, gestores, cantores, atores. Isso é só o começo dessa ação, a gente sabe que reconstruir o que foi perdido é uma caminhada”, destacou a ministra Margareth.

O ministro Pimenta ressaltou o esforço do Governo Federal para ajudar o Rio Grande do Sul e lamentou que o estado ainda esteja sofrendo com as consequências das enchentes. “Desde o primeiro momento, estabelecemos como prioridade do nosso governo as ações de apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul. É um enorme desafio, estamos há mais de 60 dias do início dessa tragédia, mas, infelizmente, a gente anda pelas ruas do estado e ainda enxerga de forma muito nítida as consequências desse desastre. Teremos um enorme desafio pela frente e temos contado com uma onda de solidariedade, carinho e afeto, que emociona e inspira a todos nós”,

Fonte: MIDR

DEFESA CIVIL

Castigada por chuvas, São João do Sul (SC) obtém reconhecimento de situação de emergência

Com a medida, o município está apto a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil

#Santa Catarina

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quarta-feira (3), a situação de emergência na cidade de São João do Sul, em Santa Catarina. O município foi castigado por fortes chuvas. A medida foi publicada em edição do Diário Oficial da União (DOU).

Para conferir todos os detalhes, acesse o link abaixo:

Portaria n° 2.330

Agora, a prefeitura está apta a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil.

Como solicitar recursos

Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Fonte: MIDR

PREVISÃO DO TEMPO

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (4) com alerta para baixa umidade no Distrito Federal

A temperatura pode variar entre 11ºC e 26ºC

#Previsão do tempo#Região Centro-Oeste

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Nesta quinta-feira (4), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo potencial de baixa umidade no Distrito Federal.

A previsão para esta quinta-feira (4) é de tempo claro na capital do país. 

A temperatura mínima fica em torno de 11°C e a máxima prevista é de 26ºC. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 85%.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de julho indica que, no Centro-Oeste, as chuvas estarão próximas ou abaixo da média climatológica. Essa redução das chuvas é atribuída à persistência de massas de ar seco, que diminui a umidade relativa do ar, aumentando a incidência de queimadas, incêndios florestais e doenças respiratórias.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
 

PREVISÃO DO TEMPO

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (4) com alerta para baixa umidade em Goiás

A temperatura pode variar entre 14ºC e 34ºC

#Previsão do tempo#Região Centro-Oeste

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Nesta quinta-feira (4), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo potencial de baixa umidade em todo o estado de Goiás, atingindo cidades como Goianésia, Niquelândia e Rio Verde.

A previsão é de poucas nuvens em todo o estado.

A temperatura mínima fica em torno de 14°C, em Goiânia, e a máxima prevista é de 34°C, em Cavalcante. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 80%.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de julho de 2024 indica que, no Centro-Oeste, as chuvas estarão próximas ou abaixo da média climatológica. Essa redução das chuvas é atribuída à persistência de massas de ar seco, que diminui a umidade relativa do ar, aumentando a incidência de queimadas, incêndios florestais e doenças respiratórias.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
 

PREVISÃO DO TEMPO

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (4) com alerta para baixa umidade no Mato Grosso

A temperatura pode variar entre 15ºC e 38ºC

#Previsão do tempo#Região Centro-Oeste

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Nesta quinta-feira (4), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo potencial de baixa umidade no centro-sul, nordeste, norte, sudeste e sudoeste mato-grossense, atingindo cidades como Água Boa, Juína e Paranatinga. 

O dia começa com poucas nuvens em todo o Mato Grosso. Durante a tarde e à noite, tempo encoberto nas microrregiões de Aripuanã e Alta Floresta. Nas demais localidades do estado, poucas nuvens. 

A temperatura mínima fica em torno de 15°C, em Pontes e Lacerda, e a máxima prevista é de 38ºC, em Apiacás. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 75%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
 

PREVISÃO DO TEMPO

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (4) com alerta para baixa umidade no Mato Grosso do Sul

A temperatura pode variar entre 12°C e 36ºC

#Previsão do tempo#Região Centro-Oeste

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Nesta quinta-feira (4), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo potencial de baixa umidade em todo o Mato Grosso do Sul, atingindo cidades como Naviraí, Campo Grande e Paranaíba.

O dia começa com muitas nuvens nos pantanais e sudoeste de Mato Grosso do Sul. Durante a tarde, poucas nuvens em todo o estado. À noite, tempo encoberto apenas nas microrregiões de Dourados e Iguatemi.

A temperatura mínima fica em torno de 12°C, em Tacuru, e a máxima prevista é de 36ºC, em Coxim. A umidade relativa do ar varia entre 20% e 60%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

 

PREVISÃO DO TEMPO

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (4) sem chuvas no Espírito Santo

A temperatura pode variar entre 12ºC e 30°C

#Previsão do tempo#Região Sudeste

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Durante a manhã e a tarde desta quinta-feira (4), a previsão é de tempo encoberto em todo o Espírito-Santo. À noite, poucas nuvens em todo o estado, em cidades como Linhares, Nova Venécia e Marataízes.

A temperatura mínima fica em torno de 12°C, em Ibitirama, e a máxima prevista é de 30ºC, em Castelo. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 90%.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de julho de 2024 indica que, no Sudeste, as chuvas estarão próximas ou abaixo da média climatológica, com exceção de algumas áreas pontuais no leste da região, onde a chuva pode estar acima da média. A redução das chuvas é atribuída à persistência de massas de ar seco, o que diminui a umidade relativa do ar e aumenta a incidência de queimadas, incêndios florestais e doenças respiratórias. 

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
 

GRIPE

Vacina da gripe não deixa gripado, explica médica sanitarista

Unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe

#Gripe#Ministério da Saúde#Vacina

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As unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe. Agora, todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem se vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção provocada pelo vírus da influenza.

Mas, segundo a doutora Melissa Palmieri, médica da Coordenadoria da Vigilância em Saúde de São Paulo, muitas pessoas deixam de procurar a imunização porque acreditam no mito de que a vacina contra a gripe pode deixá-las doentes. Ela explica os motivos para essa teoria estar errada.

“Temos o vírus como se fosse uma laranja. Eu vou cortar essa laranja no meio e eu tenho o bagaço. Eu vou tirar o bagaço, ou seja, jogar fora o que é o material genético do vírus, e eu fico com a casca da laranja, seria a casca do vírus. Nessa casca do vírus, eu vou espetar alfinetes verde e amarelo. Nesse sentido, esses alfinetes são as proteínas de reconhecimento do vírus. A vacina é feita com esses alfinetes e é por isso que ela não tem a capacidade de ocasionar a doença, ela não tem mais aquele material genético que seria o bagaço da laranja.”

A médica sanitarista explica outra razão para se acreditar que a vacina pode provocar a doença:

“Se eu tomar a vacina agora, e já estão circulando em alto percentual os vírus influenza, eu posso entrar em contato amanhã com alguém que estava tossindo, espirrando do meu lado, não usando máscara e essa pessoa ter me passado o vírus. Eu não tive tempo hábil de produzir os meus anticorpos, porque usualmente a proteção acontece depois de uma semana. Então fica parecendo que eu tomei a vacina e ela me causou a doença, mas foi por acaso uma coincidência infeliz de eu ter encontrado alguém que já estava com o vírus e me passou a doença.”

A doutora Melissa Palmieri explica ainda que a vacina pode provocar efeitos adversos:10% das pessoas vão ter uma dor no local da aplicação, com ou sem vermelhidão; e menos de 3% podem ter dor muscular, dor de cabeça e febre baixa. Segundo ela, esses eventos duram no máximo 72 horas após a vacinação.

O Ministério da Saúde ressalta que a vacina contra a gripe é uma das ferramentas mais eficazes para evitar surtos e garantir a saúde da população durante o outono e o inverno. 

Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

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