Mudanças climáticas afetam vendas em novembro

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), as vendas de cimento somaram 5,3 milhões de toneladas em novembro de 2023, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado até novembro, as vendas alcançaram 57,5 milhões de toneladas, 1,8% inferior quando comparado ao mesmo período de 2022. A combinação de taxa de juros elevada e endividamento que atingiu 76,6% das famílias brasileiras impactaram negativamente o consumo das famílias.

Para reverter esse desempenho, o levantamento mostra que será necessário ampliar os investimentos na construção civil, já sinalizado pelo Governo para 2024, no desenvolvimento urbano e de infraestrutura. Desta forma, é preciso impulsionar os programas habitacionais e a inclusão do pavimento de concreto como opção nas licitações de ruas e rodovias, por ser um método construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que exerce o menor impacto ambiental e ainda traz conforto e segurança para os usuários. “Em um mês tradicionalmente forte em vendas para o setor, a comercialização de cimento segue afetada negativamente pelas condições climáticas extremas, somada às incertezas em relação aos rumos da economia e endividamento das famílias”, disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.

No momento em que líderes mundiais discutem alternativas para mitigar as alterações climáticas, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), participaram da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP28, em Dubai. O presidente da ABPC/SNIC, Paulo Camillo Penna, representou a cadeia produtiva do cimento em debates sobre a agenda de sustentabilidade do setor e enfrentamento da mudança climática, no estande da Confederação Nacional da Indústria – CNI.

A indústria cimenteira foi a primeira a firmar compromisso de neutralidade climática, em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU, e agora avança no seu compromisso de neutralidade climática no Brasil. A ideia do posicionamento da indústria nacional é a partir do Roadmap Brasil, lançado em 2019 e que apontava meios para reduzir a emissão de CO2 na produção de cimento, e ampliar para o ciclo de vida do produto, incorporando o concreto, a construção, a eletrificação, entre tantas outras ramificações que permitam alcançar a neutralidade climática do setor até 2050. Este novo projeto reforça ainda mais o protagonismo da indústria nacional na agenda climática, que ocupa historicamente uma posição de referência entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos 30 anos da série histórica. 

A indústria brasileira do cimento tem um importante compromisso com a sustentabilidade, principalmente no que se refere à substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia. Essa atividade de coprocessamento, responsável pela transição energética na cadeia produtiva do cimento, substituiu 30% do combustível em 2022, sua melhor marca, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 2,856 milhões de toneladas de resíduos processados, evitando cerca de 2,9 milhões de toneladas de CO2.

Fonte: Brasil 61

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